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SÃO PAULO – As ações da companhia CCX (CCXC3), de Eike Batista, despencaram 32,20% na sessão desta segunda-feira (15), atingindo R$ 0,40, após rumores de que a companhia seria um dos bens a serem bloqueados pelo MPF (Ministério Público Federal) por dois crimes do empresário contra o mercado de capitais.
De acordo com um analista que pediu anonimato, a companhia pode estar entre os R$ 1,5 bilhão em bens que podem ser bloqueados do empresário – já que ele detém 56% das ações da empresa, de acordo com dados da BM&FBovespa -, o que pode ter feito os papéis despencarem na Bolsa. Vale destacar também o forte volume movimentado, quase vinte vezes superior à média de 21 dias, chegando a R$ 2,31 milhões nesta segunda.
No sábado, foi noticiada uma denúncia do MPF no Rio de Janeiro contra Eike Batista pedindo o bloqueio de R$ 1,5 bilhão em bens pelos crimes de manipulação do mercado e uso indevido de informação privilegiada no caso da petroleira OGX, atualmente OGPar (OGXP3).
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Se considerado culpado, o empresário pode ser condenado a até 13 anos de prisão. O pedido de bloqueio inclui ativos financeiros, além de imóveis e outros bens, como carros, barcos e aviões, inclusive os que foram doados por Eike para seus filhos Thor e Olin.
De acordo com os promotores, as doações foram feitas “após a data dos delitos cometidos” e constituem uma “manobra fraudulenta”. Eike doou para o filho Thor a casa onde moram, no Jardim Botânico, Rio de Janeiro, além de uma propriedade em Angra dos Reis para Thor e Olin. Segundo MPF, os imóveis são avaliados em R$ 10 milhões cada.
Em comunicado divulgado às 19h, a CCX declarou que não tem ciência de “atos ou fatos relevantes que possam justificar a movimentação atípica das ações ordinárias” da companhia no pregão desta segunda-feira. Ainda de acordo com o comunicado, a companhia alega que permanecerá informando seus acionistas sobre eventos que possam influenciar na cotação dos papéis.