Resumo Diário

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Acompanhando o clima otimista presente nos principais mercados de Wall Street e da Europa, o Ibovespa encerrou a sessão desta terça-feira em alta de 0,26%, aos 67.144 pontos. O giro financeiro ficou em R$ 5,26 bilhões.

Os investidores estiveram atentos aos pronunciamentos do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, e do ministro da Fazenda, Guido Mantega. Ambas as autoridades reiteraram o compromisso do governo no combate à inflação e culparam o cenário mundial pela alta de preços no País – em especial a das commodities. Tombini também fez questão de defender o uso de medidas macroprudenciais no combate à inflação, mas reforçou que o capital externo acaba atrapalhando a efetividade dessas medidas.

Nos EUA, a inflação também segue como tema presente nos mercados, uma vez que esta terça-feira marcou o primeiro dia da reunião do Fomc. Embora a perspectiva seja de que a autoridade monetária manterá os juros do país no atual patamar e dará continuidade ao programa de flexibilização quantitativa, os investidores seguem cautelosos com o aumento dos preços no país, especialmente após o BCE já ter dado início ao aperto monetário na Europa.

Destaques do Pregão
Na ponta positiva do Ibovespa, ganharam destaque as ações do setor imobiliário, com MRV, Rossi e PDG subindo mais de 2% cada.

Além disso, a ação ordinária da Fibria também teve bom desempenho nesta terça-feira. Segundo os dados divulgados pela consultoria finlandesa Foex nesta terça-feira, os preços para a celulose de fibra curta e de fibra longa mantiveram a tendência de alta e marcaram mais uma elevação durante a última semana, com dados sobre exportações guiando o comportamento do mercado.

EUA e Europa
No front externo, o noticiário corporativo trouxe ânimo aos mercados. Ajudando a impulsionar as ações do setor financeiro europeu, o resultado do UBS referente aos primeiros três meses de 2011 surpreendeu. Já nos EUA, a Ford apresentou seu maior lucro para o primeiro trimestre em 13 anos, enquanto a 3M viu suas vendas saltarem 15% no período.

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Passando para a pauta econômica, destaque para a confiança do consumidor dos EUA, que subiu para 65,4 pontos em abril, um ponto a mais do que o estimado pelo mercado. Ainda na principal economia do mundo, os preços do setor imobiliário recuaram 3,33% em fevereiro, enquanto a queda projetada era de 3,20%.

Já na Europa, a agenda de indicadores escassa deu lugar para o noticiário acerca da crise fiscal que atinge o velho continente, tendo sido divulgado nesta terça-feira dados sobre o déficit e a dívida pública de nações da União Europeia. Entre os países que recorreram ao auxílio econômico em 2010, a Irlanda teve um déficit orçamentário de 32,4% do PIB, enquanto o de Grécia e Portugal ficaram em 10,5% e 9,1%, respectivamente.

Referências domésticas
No plano interno, o dia contou com a Nota do Setor Externo de março, mostrando que o balanço de pagamentos no período cresceu 192% na comparação com o mesmo mês de 2010, indo para US$ 9,530 bilhões. Já o saldo positivo na conta capital e financeira ficou em US$ 15,024 bilhões, alta de 70,34% em relação a março de 2010, mostra o Banco Central.

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Dólar
O dólar comercial teve queda de 0,57% nesta terça-feira, fechando cotado a R$ 1,564, mínima desde 4 de agosto de 2008, quando fechou a R$ 1,562. A cotação também se aproxima bastante da mínima da década, de 1 de agosto de 2008, quando um dólar valia R$ 1,561.

Por aqui, o Banco Central continua com suas intervenções, comprando dólares no mercado à vista. A primeira operação realizada com tal intuito ocorreu às 11h49 e teve término às 11h54, com taxa de corte de R$ 1,5642. Já o segundo leilão, ocorreu entre às 15h34 e às 15h39 e contou com taxa de corte aceita em R$ 1,5639.

Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam em queda. Contudo, o contrato de juros de maior liquidez nesta terça-feira, com vencimento em julho de 2011, registrou uma taxa de 11,99%, 0,01 ponto percentual acima do fechamento de segunda-feira.

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No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, teve alta de 0,10% em relação ao fechamento anterior, a 135,01% do valor de face.

Já o indicador de risco-País teve variação negativa de dois pontos-base em relação ao fechamento anterior, encerrando o dia em 179 pontos.