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SÃO PAULO – Enquanto a agenda de indicadores e os resultados corporativos levam as bolsas externas a operar no campo positivo, o Ibovespa intensifica as perdas da abertura e segue recuando 1,57% a 65.226 pontos, pressionado pela deterioração das expectativas em relação ao cenário doméstico após a ata do Copom.
As principais quedas do índice ficam com os papéis do grupo EBX, com destaque para as ações da OGX (OGXP3), LLX (LLXL3) e MMX (MMXM3). Entretanto, as ações de Petrobras (PETR4) e Itaú Unibanco (ITUB4) também caem forte e ajudam a pressionar o Ibovespa.
Nos EUA, fica em evidência a divulgação do PIB (Produto Interno Bruto) do país, com o resultado tendo superado as projeções dos analistas ao avançar 1,8% no primeiro trimestre de 2011. Apesar dos dados favoráveis, o mercado de trabalho mostrou leve piora, com o Initial Claims tendo registrado cerca de 40 mil novos pedidos de auxílio-desemprego a mais do que o aguardado, referente à semana que termina no dia 23 de abril.
Passando para as referências internas, além de resultados corporativos de peso, como Usiminas e Santander Brasil, destaque para a divulgação da ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária). O documento indicou que novas elevações da taxa básica de juro poderão acontecer ao longo de 2011.
Segundo analistas do InterBolsas, a ata mostra certa mudança de postura da autoridade, agora mais preocupada com a convergência do IPCA ao sistema de metas. O fato “abre a possibilidade de novos ajustes na taxa de juros e na adoção de medidas macroprudenciais por um período prolongado de tempo”, sugere a corretora.
Ibovespa em baixa
Com o Ibovespa registrando um volume financeiro de R$ 3,639 bilhões, um dos principais destaques de queda fica com as ações da Usiminas (USIM3, USIM5), que recuam após divulgação de resultados decepcionantes. De acordo com a empresa, no primeiro trimestre deste ano o lucro líquido recuou 96%, em comparação com o mesmo período de 2010.
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Outra queda importante deste pregão fica com os papéis do Santander Brasil (SANB11), mostrando baixa de 3,93%, cotadas a R$ 24,96%. Na sequência da temporada de resultados, o banco publicou um avanço de 14,5% em seu lucro líquido, na comparação entre o primeiro trimestre deste ano frente ao ano anterior.
As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:
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Por outro lado, as ações da Redecard (RDCD3) acumulam forte alta nas negociações desta quinta-feira, também em decorrência do anúncio de resultado trimestral, no qual surpreendeu analistas consultados pela InfoMoney com uma receita líquida de R$ 811,1 milhões, valor 2,24% superior ao estimado.
As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:
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Cenário externo
A agenda de indicadores dos EUA também contemplou o mercado imobiliário, divulgando o número de contratos de compra e venda de casas nos EUA. O indicador apresentou alta de 5,1% em março,, acima das expectativas de avanço de 1,7%.
Vale pontuar que a política monetária também é assunto de destaque nos EUA. O mercado ainda repercute a decisão do Fomc (Federal Open Market Committee) de não alterar a taxa básica de juro e os pacotes de estímulo quantitativo, conforme anunciado na véspera, além da entrevista do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke.
Brasil: inflação
No campo interno, foi divulgado o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) que apontou inflação de 0,45% em abril, taxa 0,17 ponto percentual menor que a apurada no mês anterior, de acordo com dados divulgados há pouco.
Câmbio e renda fixa
O dólar comercial opera no campo positivo nesta quinta-feira, cotado a R$ 1,5900 na venda, forte alta de 1,21%.
Já os principais contratos de juros futuros da BM&F Bovespa têm trajetória divergente nesta sessão, com taxas em alta no curto e médio prazos e queda no longo prazo, após a ata do Copom (Comitê de Política Monetária) sugerir novo aperto da política monetária e o resultado de abril do IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado).