Resumo Diário

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Pressionado pela perspectiva de aumento no juro básico do Brasil e pela pesada queda de algumas blue chips, o Ibovespa encerrou a sessão desta quinta-feira (28) em baixa pelo segundo dia consecutivo, desvalorizando-se em 0,89% e indo para 65.673 pontos. O giro financeiro ficou em R$ 8,46 bilhões. Com este desempenho, o índice acumula perdas de 2,2% apenas nos dois últimos pregões.

Por aqui, além de resultados corporativos de peso, como Usiminas e Santander Brasil, destaque para a divulgação da ata da última reunião do Copom. O documento sinalizou que novas elevações da taxa básica de juro poderão acontecer ao longo de 2011.

Nos EUA, ficou em evidência a divulgação do PIB do país, com o resultado tendo superado as projeções dos analistas ao avançar 1,8% no primeiro trimestre de 2011. Apesar dos dados favoráveis, o mercado de trabalho mostrou leve piora, com o Initial Claims tendo registrado cerca de 40 mil novos pedidos de auxílio-desemprego a mais do que o aguardado na semana que terminou no dia 23 de abril.

Destaques do Pregão
A quinta-feira contou com um forte movimento vendedor de grandes blue chips, como Petrobras e Vale, que fecharam o dia no vermelho e ajudaram a derrubar o Ibovespa.

Na ponta negativa do índice, destaque para as ações da LLX Logística. Outra queda importante deste pregão ficou com os papéis do Santander Brasil, que divulgou um avanço de 17,5% em seu lucro líquido. Já a Usiminas viu suas ações despencarem depois de anunciar que seu lucro recuou 96% no primeiro trimestre.

No campo positivo, os números da Redecard no primeiro trimestre agradaram o mercado, e colocaram a empresa no posto de maior alta do índice – os papéis da Cielo também ganharam impulso com o movimento.

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Cenário externo
A agenda de indicadores dos EUA também contemplou o mercado imobiliário, divulgando o número de contratos de compra e venda de casas nos EUA. O indicador apresentou alta de 5,1% em março, acima das expectativas de avanço de 1,7%.

Vale pontuar que a política monetária também é assunto de destaque nos EUA. O mercado ainda repercute a decisão do Fomc de não alterar a taxa básica de juro e o programa de flexibilização quantitativa, conforme anunciado na véspera, além da fala do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, descartando um QE3.

Brasil: inflação
Na pauta doméstica, foi divulgado o IGP-M que apontou inflação de 0,45% em abril, taxa 0,17 ponto percentual menor que a apurada no mês anterior.

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Dólar
O dólar comercial traçou trajetória oposta à tendência vista no restante do mundo, e subiu 0,76%, terminando a quinta-feira cotado a R$ 1,583 na venda. A moeda amenizou o movimento de alta no final do dia – pela manhã, a valorização da divisa superou 1%.

O Banco Central continuou com sua rotina de intervenções, ao comprar dólares no mercado à vista, realizando duas operações. A primeira, com início às 12h04 (horário de Brasília) e término às 12h09, com taxa de corte aceita em R$ 1,589. Já a segunda operação ocorreu das 15h13 às 15h18, contando com taxa de corte de R$ 1,5883.

Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, as taxas dos contratos com prazo mais longo fecharam em alta e de prazo mais curto em baixa. O contrato de juros de maior liquidez desta sessão, com vencimento em janeiro de 2012, aponta uma taxa de 12,33%, 0,02 ponto percentual acima do fechamento de quarta-feira.

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No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, teve variação positiva de 0,19% em relação ao fechamento anterior, a 135,26% do valor de face.

Já o indicador de risco-País teve variação negativa de três pontos-base em relação ao fechamento anterior, encerrando o dia em 174 pontos.