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SÃO PAULO – Após fraco resultado divulgado no início da manhã, foi inevitável para o alto escalão executivo da Usiminas (USIM3,USIM5) reconhecer sua decepção com o desempenho no último trimestre.
Wilson Brumer, presidente da siderúrgica, classificou o resultado como “visivelmente aquém do que gostaríamos” mas reafirmou o compromisso total de sua equipe para reverter este quadro.
Ebitda segue baixo
Em um tom mais ameno, Ronald Seckelmann, vice-presidente de finanças e relações com investidores, apontou que apesar do Ebita (geração operacional de caixa) não ter agradado, o mesmo não se deterirou na comparação com o último trimestre de 2010 – R$ 332 milhões contra os R$ 337 atuais. Por outro lado, este valor é menos da metade do observado no início do ano passado, R$ 711 milhões.
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Brumer reconhece ainda que os riscos a que a companhia está sujeita vão além de sua administração, sendo o câmbio apreciado e o preço internacional do aço em baixa os principais focos de risco.
Cotação do aço e reajuste frequente atrapalham
Para ele, a questão do preço do aço tornou-se um problema maior nos últimos anos, dado que os valores praticados no mercado brasileiro estão cada vez mais em linha com o preços internos, o que não ocorria anteriormente.
Além disso, a pressão para reajustes mensais do preços impõem riscos ainda maiores para a empresa pois, como o próprio executivo reconhece, há uma tendência de queda na cotação internacional do aço.
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Energia é porto seguro
Por outro lado, o fornecimento e o custo de energia não representam riscos elevados para a Usiminas, já que o contrato de longo prazo junto à Cemig (CMIG3) garante estabilidade neste aspecto, embora a empresa afirme o desejo de possuir autosuficiência na produção de energia no futuro.