Direto ao ponto: retomada ao final do último pregão deve continuar

Com queda das blue chips, índice chegou aos 65.500 pontos e iniciou correção; agenda do dia não deve trazer volatilidade

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SÃO PAULO – Na última quinta-feira (28), o Ibovespa fechou em forte baixa pelo segundo dia consecutivo, chegando aos 65.673 pontos após a queda de 0,89%. A perspectiva de novas medidas de combate à inflação, a indicação de alta da taxa Selic pela ata do Copom e o desempenho negativo de algumas blue chips foram as principais responsáveis pelo humor ruim no mercado.

O suporte imediato do benchmark estava em 65.500 pontos, patamar em que o índice chegou e a partir de então passou a corrigir as perdas. No final do dia, diz o diretor da Leandro Stormer, Leandro Ruschel, o mercado já sinalizava uma recuperação, que tende a se estender para esta sexta-feira (29). 

Agenda: o mais complicado já passou 
Os indicadores do dia trazem poucos motivos para volatilidade. Os dados mais significativos já são conhecidos, segundo Ruschel. “A maior expectativa dos investidores na semana era em relação ao comentário do Fomc (Federal Open Market Committee)”, ele diz.

São apresentados nesta sessão a taxa de desemprego na Zona do Euro em março, a sondagem da indústria brasileira feita pela FGV (Faculdade Getulio Vargas) e a nota de política fiscal do Banco Central. Nos Estados Unidos, o mais importante é a confiança do consumidor medida pela Universidade de Michigan, mas há também dados sobre renda e gastos do consumidor e inflação.