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SÃO PAULO – O HSBC iniciou sua cobertura de MRV (MRVE3) com recomendação neutra (peso em linha com a média do mercado), Segundo os analistas, a boa performance obtida pela companhia já está precificada e seu foco exclusivo na baixa renda traz algumas dificuldades.
Em relatório assinado por Felipe Rodrigues e Leonardo Martins, os banco estima um preço-alvo de R$ 16,00 para as ações da MRV, o que representa um potencial de valorização de 15% com base no fechamento anterior. Ações com retornos implícitos entre 5 pontos percentuais acima e 5 pontos percentuais abaixo do retorno exigido para doze meses são classificadas como “neutras” pelo banco.
Expectativas precificadas
Para os analistas, a empresa é um destaque no setor, mas algumas expectativas já estão precificadas. Sua penetração na baixa renda e experiência de atuação nesse segmento são diferenciais da companhia que pesam positivamente. Além disso, sua posição de caixa sólida permite que promova expansões sem grandes impactos.
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Essa experiência foi convertida em lucratividade, mostrando números “impressionantes” em um segmento que, segundo o HSBC, é conhecido por ter suas margens pressionadas.
Outro ponto de destaque da MRV é sua estreita relação com a Caixa, instituição pública responsável por grande parte dos empréstimos a clientes de baixa renda.
Riscos
Porém, ao mesmo tempo em que seu foco na baixa renda e sua parceria com a Caixa representam diferenciais para a companhia, esses pontos podem ser vistos como pressão.
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De acordo com a leitura dos analistas, o fato de o segmento ser altamente dependente de incentivos do Governo e das condições econômicas do País cria uma certa instabilidade, o que representa um risco para a MRV. A Caixa, adicionalmente, possui alguns riscos políticos.
Por fim, a dupla ainda acredita que o CEO (Chief Executive Officer), Rubens Menin, que é também o maior acionista da empresa, deve continuar com sua “venda anual de ações”, criando mais pressão.