Bolsas dos EUA seguem em queda, com discurso de Bernanke e agenda

Indicadores mistos e fraco movimento corporativo dificultam recuperação após fala do presidente do Fed sobre inflação

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SÃO PAULO – Os principais índices acionários norte-americanos seguem em queda nesta tarde após o discurso do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, perante o Senado pela manhã. Contribuem também para este movimento das bolsas de Wall Street indicadores abaixo do esperado, ao passo que o noticiário corporativo traz poucas novidades.

O índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, opera em desvalorização de 0,97% e atinge 2.755 pontos. O S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, negocia em baixa de 0,83% a 1.316 pontos, enquanto o Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, cai 0,65%, chegando a 12.147 pontos.

% Var Dia Pontos %Var 30D %Var Ano
 Dow Jones -0,65 12.147 +2,74 +4,92 
 S&P 500 -0,83 1.316 +3,12 +4,65 
 Nasdaq -0,97 2.755 +2,55 +3,86 

O presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, afirmou perante o Senado norte-americano, em Washington, que a subida dos preços do petróleo e outras matérias-primas tende a ter um efeito temporário sobre a inflação no país, em linha com as projecções tanto dos participantes do FOMC (Federal Open Market Committee) como de analistas.

Bernanke aproveitou o discurso para reiterar que as taxas de juro deverão permanecer em baixos níveis. Além disso, ele voltou a repetir que os responsáveis do banco central norte-americano monitoram “de perto” a economia e estão preparados para responder as necessidades para apoiar a recuperação do país, aliada a estabilidade dos preços.

Movimento corporativo
O dia marca ainda a divulgação das vendas de automóveis pelas principais montadores mundiais presentes no mercado norte-americano. A General Motors foi uma das primeiras a revelar seu resultado, que trouxe um aumento de 49% sobre janeiro, acima do esperado pelo mercado. Ainda assim, os papéis recuam 1,88%. De modo geral, as vendas de veículos no mês tendem a mostram um aumento de 20% sobre o mesmo período do ano anterior.

As ações do setor financeiro também ficam em foco. Os papéis do JP Morgan caem 1,24% após as notícias de que seus prejuízos legais podem totalizar US $ 4,5 bilhões, mais do que o banco tem em suas reservas de litígios. Além disso, o Bank of America (-1,26%) e os investidores em títulos lastreados em hipotecas continuam a negociar modos para recuperar as perdas obtidas com empréstimos falhos, reportou o Wall Street Journal.

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Já as ações do Goldman Sachs caem 0,4% depois da notícia de um antigo membro do conselho foi acusado pela SEC de fornecer informações privilegiadas do banco de investimento para o fundo de hedge Galleon.

Indicadores
Dentro da agenda de indicadores, os gastos com construção civil nos Estados Unidos medidos pelo Construction Spending cairam 0,7% em janeiro, informou o Departamento de Comércio do país. O mercado projetava uma queda de 0,6% para o mês, enquanto em dezembro o índice havia registrado baixa de 1,6%, conforme dados revisados.

Por sua vez, o ISM Index ficou acima do esperado no mês de fevereiro, segundo o Institute for Supply Management. No último mês, o indicador, que mede o nível de atividade industrial nos Estados Unidos, atingiu 61,4 pontos, enquanto as expectativas do mercado indicavam 60,5 pontos. A medição de janeiro marcara 60,8 pontos.