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SÃO PAULO – Segundo a equipe de estratégia do Socitété Générale, a transferência de ativos dos mercados emergentes em direção aos desenvolvidos, apesar de intensa, tem se dado em ritmo saudável.
A equipe liderada por Alain Bokobza, Marlene Hassine e Remy Penin aponta que US$ 12,5 bilhões deixaram os fundos de renda fixa e variável de países emergentes nas últimas quatro semanas, os quais em sua maioria encontram-se lutando contra pressão inflacionária, como é o caso de Brasil e China.
“Tanto as ações quanto os títulos de emergentes sofreram com a elevação nos riscos geopolíticos, que agora somam-se à ameaça de inflação”, apontou o relatório do banco francês.
Com isso, os fundos de renda fixa norte-americanos registraram saldo positivo de US$ 2,5 bilhões, o que já indica reversão da tendência de fuga dos meses anteriores – em novembro do ano passado, chegaram a ser escoados US$ 13,7 bilhões. Entretando, este movimento não se verifica nos fundos de títulos da Europa e do Japão, os quais seguem registrando forte movimento de saída.
Os analistas avaliam que em razão do crédito, os investidores estão concentrados no segmento de maior rentabilidade, para onde o afluxo é verificado de forma ainda mais intensa.
Fluxo para renda fixa supera variável
Dessa forma, o mercado de ações vem sendo ainda mais beneficiado nas economias centrais, inclusive na Europa e no Japão, com large caps se sobressaindo em relação às small caps. No velho mundo, o Société Générale destaca o crescente fluxo em direção ao mercado acionário do Reino Unido.
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No que se refere a commodities, “o mais impressionante foi o surto de afluxo de capitais em direção às ETPs [exchange-traded product] de commodities agrícolas”, as quais receberam US$ 1,3 bilhões de entrada em fevereiro. Ademais, o fluxo em direção a ETPs de energia e metais preciosos também foram retomados.