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SÃO PAULO – Como já era previsto pelo mercado, a reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) foi encerrada nesta quarta-feira (2) com a decisão pela autoridade monetária de elevar a meta para a taxa básica de juros da economia brasileira em 50 pontos-base. Sendo assim, a Selic passa a 11,75% ao ano, seguindo o caminho de ajuste que visa trazer a trajetória inflacionária próxima à meta estipulada pelo governo.
Este é o maior patamar da Selic desde o período entre 22 de janeiro de 2009 e 11 de março do mesmo ano, quando vigorou meta de 12,75% ao ano para a taxa básica de juros.
A decisão, tomada sem viés (o que significa dizer que não há perspectiva de alterações entre este encontro e o próximo, previsto para os dias 19 e 20 de abril) e por unanimidade, também vai de encontro ao último comunicado do Comitê, em que ficou claro que a instituição estava iniciando um ciclo de aperto monetário no País.
“Dando seguimento ao processo de ajuste das condições monetárias, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic para 11,75% a.a., sem viés”, segundo comunicado enviado pelo Banco Central.
De acordo com o mais recente relatório Focus, divulgado pelo Banco Central com as projeções dos economistas para uma série de variáveis da economia, a aposta era de um aumento de 50 pontos-base nesta reunião. Mesmo com a questão da inflação no centro da pauta dos economistas, o consenso do mercado era de continuidade no ritmo do arrocho, iniciado em janeiro, uma vez que a evolução dos preços já começava a sinalizar desaceleração.
Comentários
Segundo a LCA, o comitê manteve a mesma política de divulgação do último encontro, optando por um comentário breve. Na visão da Rosenberg Consultores Associados, a opção pelo texto mais direto indica que a ata desta reunião, que será publicada na próxima quinta-feira (10), apresentará “sinalizações quanto à duração do ciclo de aperto monetário”.
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Com a elevação, resta apenas mais uma rodada de aumento de 50 pontos-base para a Selic atingir a previsão da equipe da LCA, fato que deve ser concretizado no encontro de 20 de abril. “Ou seja, mantemos perspectiva de que o ajuste do juro primário ficará limitado a 150 pontos-base”, afirma a consultoria.
Para a LCA, este cenário é sustentado por conta da acomodação da atividade econômica, indícios de uma desaceleração da inflação e das expectativas inflacionárias, como aos sinais mais concretos de que a execução fiscal será efetivamente mais austera este ano.
No entanto, a pressão advinda da persistente alta dos preços internacionais das commodities é um importante elemento de incerteza para a dinâmica da inflação, aponta a consultoria, “tornando mais relevante, embora ainda não preponderante, a probabilidade de que o Banco Central venha a prolongar o ajuste”, pondera a LCA.
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| Próximas Reuniões do Copom |
|---|
| 19 e 20 de abril |
| 7 e 8 de junho |
| 19 e 20 de julho |
| 30 e 31 de agosto |
| 18 e 19 de outubro |
| 29 e 30 de novembro |
| Fonte: Banco Central do Brasil |