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SÃO PAULO – Pesquisas eleitorais derrubaram a Bolsa nesta segunda semana de setembro. Passada a euforia Marina Silva, que durante primeiros dias de campanha conquistou boa parcela do eleitorado e trouxe otimismo ao mercado, Dilma Rousseff parece ter retomado sua força nas pesquisas de intenção de voto – fato que mexeu bastante com a Bolsa nos últimos dias. Com o avanço de Dilma nas pesquisas, uma série de ações que vinham de um forte rali desde março (quando iniciaram as pesquisas), passaram a cair (e forte) na Bovespa.
Essas ações, compostas por estatais e bancos – empresas que foram prejudicadas por uma série de medidas intervencionistas do governo -, registraram no acumulado desses últimos cinco dias suas piores semanas do ano.
Entre elas, estão os papéis da Petrobras (PETR3; PETR4), que subiram quase 100% do final de março até a semana passada, mas figuraram nesta semana entre as maiores quedas do Ibovespa. No caso das ações ordinárias da estatal, esta foi a pior semana desde fevereiro de 2013, tendo caído 12,56%, enquanto para as preferenciais foi a maior queda desde agosto de 2011.
O Banco do Brasil (BBAS3), que vinha de um intenso rali – tendo renovado na última semana sua máxima histórica – desabou esta semana, que se configurou como a pior desde maio de 2012. A única exceção entre as estatais foi a Eletrobras (ELET3; ELET6), que apesar de também ter apresentado forte queda na semana, não marcou sua pior semana do ano. Entre os bancos privados e setor financeiro, destaque negativo agora para Itaú Unibanco (ITUB4), Itaúsa (ITSA4), Bradesco (BBDC3; BBDC4) e BM&FBovespa (BVMF3).
O pano de fundo para essa queda…
Com quatro pesquisas feitas após o vazamento do depoimento do ex-diretor de abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, muita gente esperava que um “fato novo” segurasse a recuperação de Dilma, o que não aconteceu, escreveu o economista-chefe da TOV Corretora, Pedro Paulo Silveira. Ao contrário, à medida que Dilma se afasta do tema econômico, explorando seu lado social, ela aumenta sua aprovação e toma de volta os votos que foram para Marina após a morte de Eduardo Campos, comentou.
Hoje, saiu a pesquisa eleitoral CNI/Ibope, que confirmou o cenário visto em outro levantamento publicado nesta semana: Marina Silva e Dilma Rousseff tecnicamente empatadas no segundo turno. Chamou atenção que a candidata do PSB perdeu espaço na comparação com a pesquisa anterior enquanto a presidente se recuperou.
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“Acreditávamos que uma manutenção da vantagem da candidata do PSB já seria um bom resultado para ela, mas tal possibilidade não se concretizou. Nesse contexto, as estatais foram fortemente pressionadas”, escreveu a Guide Investimentos.
Na pesquisa CNI/Ibope, Dilma aparece com 39% das intenções de voto, contra 31% de Marina e 15% de Aécio no primeiro turno. Dilma ganhou dois pontos, enquanto Marina perdeu dois sobre o levantamento anterior.
Confira as ações do rali eleitoral que tiveram a pior semana do ano:
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| Empresa | Ação | Cotação | Variação semanal | Pior semana desde |
| Petrobras ON | PETR3 | R$ 19,12 | -12,01% | fevereiro/13 (-14,07%) |
| Petrobras PN | PETR4 | R$ 20,14 | -11,74% | agosto/11 (-13,38%) |
| BM&FBovespa | BVMF3 | R$ 12,65 | -10,85% | maio/12 (-10,16%) |
| Bradesco ON | BBDC3 | R$ 36,92 | -7,35% | julho/13 (-7,68%) |
| Bradesco PN | BBDC4 | R$ 37,00 | -9,51% | janeiro/09 (-12,18%) |
| Itaú Unibanco | ITUB4 | R$ 37,04 | -8,68% | agosto/11 (-9,95%) |
| Banco do Brasil | BBAS3 | R$ 30,96 | -8,51% | maio/12 (-9,48%) |
| Itaúsa | ITSA4 | R$ 10,05 | -7,80% | setembro/12 (-8,88%) |