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Ampliando os fortes ganhos da véspera, o Ibovespa fechou esta quinta-feira (3) em alta de 1,28%, atingindo os 68.145 pontos, maior pontuação desde 26 de janeiro. O movimento do índice se deu em linha com o avanço visto nos principais mercados internacionais, impulsionados por indicadores positivos na economia norte-americana. O giro financeiro do pregão ficou em R$ 6,27 bilhões.
Por aqui, os investidores repercutiram o aumento da taxa de juros e o PIB nacional no ano passado. Como já era previsto pelo mercado, a reunião do Copom na véspera terminou com a decisão de elevar a meta para a taxa básica de juro da economia brasileira em 50 pontos-base, para 11,75% ao ano.
Já o PIB interno teve avanço de 7,5% em 2010 e de 0,7% na passagem do terceiro para o quarto trimestre.
Destaques do pregão
Entre as maiores altas do índice no dia, destaque para os ganhos da Gerdau e de sua controladora Metalúrgica Gerdau. A companhia divulgou seus números do quarto trimestre de 2010, com uma redução de 35% do seu lucro líquido do 4T10 sobre o mesmo período de 2009. No entanto, os ganhos de R$ 420 milhões superaram as expectativas compiladas pela InfoMoney, que indicavam para uma cifra de R$ 184 milhões.
O grande destaque ficou por conta do segmento de mineração da Gerdau. Segundo a empresa, os recursos minerais medidos, indicados e inferidos somam, atualmente, 2,9 bilhões de toneladas de minério de ferro, contra 1,8 bilhão de toneladas divulgado anteriormente, notícia que animou os analistas.
Seguindo na temporada de resultados, a AmBev surpreendeu ao anunciar um lucro líquido de R$ 2,58 bilhões para o último trimestre de 2010, valor que supera em 44,38% os números do mesmo período de 2009 e em 11,31% as expectativas compiladas pela InfoMoney. No entanto, o balanço não animou investidores, e as ações recuaram forte nesta quinta-feira.
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Agenda
Na cena interna, além do PIB, o dia contou com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de fevereiro. Segundo o Dieese, no mês em questão a cesta básica ficou mais barata para o consumidor em nove das 17 capitais brasileiras analisadas.
Lá fora, ganhou destaque dados da economia norte-americana. O Initial Claims registrou um total de 368 mil novos pedidos na semana até 26 de fevereiro, enquanto as projeções giravam em torno de 400 mil. Por sua vez, a prévia da produtividade no mercado de trabalho norte-americano, excluindo o setor agropecuário, avançou 2,6%, número maior do que as estimativas de analistas, que esperavam alta de 2,3%.
Com desempenho também acima do esperado, o ISM Services ficou em 59,7 pontos na passagem de janeiro e fevereiro, resultado superior às projeções de analistas, que estavam em torno de 59,0 pontos.
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Taxa de juros pode subir na Europa
O presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, sinalizou nesta quinta-feira que a taxa de juro pode sofrer aumento na próxima reunião da autoridade monetária. As falas vieram em coletiva após o anúncio de manutenção da taxa básica de juros em 1,00%.
A economia da Zona do Euro apresentou crescimento de 0,3% na passagem do terceiro para o quarto trimestre de 2010. Já na União Europeia, o avanço foi de 0,2%, na mesma base de comparação. Ainda de acordo com a Eurostat, agência oficial de estatísticas da região, no consolidado de 2010, o crescimento do PIB na Zona do Euro foi de 1,7%, enquanto na União Europeia a alta foi de 1,8%.
Dólar
O dólar comercial terminou a sessão desta quinta-feira em queda de 0,48%, cotado a R$ 1,652 na venda. Os investidores avaliaram na sessão o aumento da taxa Selic, em 0,50 ponto percentual, além da divulgação do PIB nacional. A agenda econômica dos EUA e fraca intervenção do Banco Central na sessão também interferiram no preço da divisa norte-americana.
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O BC manteve-se discreto na sessão, realizando apenas uma intervenção. A operação, para compra de dólares no mercado à vista, foi realizada entre 15h42 e às 15h47. A taxa de corte foi aceita em R$ 1,6522.
Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam com taxas em leve queda no curto prazo e alta na parte longa da curva de juros. O contrato de juros de maior liquidez nesta quinta-feira, com vencimento em abril de 2011, registrou uma taxa de 11,66%, estável em relação ao fechamento de quarta-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,07% em relação ao fechamento anterior, a 134,45% do valor de face.
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Já o indicador de risco-País teve variação negativa de três pontos-base em relação ao fechamento anterior, encerrando o dia em 159 pontos.