Resumo Diário

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Cedendo às pressões externas, o Ibovespa fechou esta sexta-feira em baixa de 0,2%, aos 68. 012 pontos. Apesar de referências positivas tanto na cena doméstica quanto nos Estados Unidos, os investidores seguem cautelosos em relação aos conflitos na Líbia, os quais continuam influenciando o avanço nas cotações do petróleo no cenário internacional. O índice diminuiu as perdas no final do pregão, com a maior valorização das ações da Petrobras. O giro financeiro foi de R$ 5,73 bilhões. Na semana, o benchmark subiu 1,66%.

Em mais um capítulo da crise no mundo árabe, as agências internacionais relataram nesta sessão que o governo de Muammar Khaddafi na Líbia já não controla mais diversas porções do território, principalmente na região leste do país – que é o quarto maior produtor de petróleo da África. Ao longo do dia foram registrados bombardeios contra cidades rebeladas, fazendo crescer a pressão por intervenções internacionais.

Por aqui, dados de inflação trouxeram alívio ao revelar uma redução no ritmo de avanço dos preços no mercado brasileiro. Já nos Estados Unidos os números do Relatório de Emprego e do Factory Orders surpreenderam positivamente os investidores.

Destaques do Pregão
Entre as maiores baixas do Ibovespa no dia, as ações da Tele Norte Leste foram destaque. Seguindo na temporada de resultados, a Oi, após amargar prejuízo de R$ 597 milhões nos três últimos meses de 2009, cravou no 4T10 lucro de R$ 284 milhões. Já a receita líquida caiu 3,7% e o Ebitda avançou 2,9%, para R$ 2,27 bilhões, na mesma base de comparação.

Os papéis da TIM também caíram na sessão, reagindo à notícia que o Conselho Diretor da Anatel rejeitou o pedido, apresentado pela principais operadoras móveis do País, de impugnação do edital de licitação da última frequência de terceira geração de telefonia móvel (banda H).

Presente tanto na ponta vendedora do índice quanto na ponta compradora, os investidores parecem ainda estar ajustando a diferença entre as ações ON e PNA da Usiminas

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Agenda doméstica
Com taxa de 0,80% em fevereiro, o IPCA – medida oficial de inflação no Brasil – registrou leve queda de 0,03 ponto percentual do ritmo de aumento dos preços no último mês. Vale destacar que esse resultado surpreendeu alguns analistas, que esperavam um aumento maior, sobretudo porque enxergavam o setor de serviços como um dos principais pontos de pressão sobre os preços.

Mesmo mantendo a pressão inflacionária como o foco da questão econômica, muitos economistas avaliaram que a queda no IPCA foi possível, entre outras razões, por um comportamento extremamente benigno do grupo alimentação na margem.

Ao mesmo tempo, o IBGE também divulgou o INPC, que apontou queda mais acentuada da inflação: em fevereiro, o índice teve taxa de 0,54%, 0,40 ponto percentual menor do que a do mês anterior. Por fim, a FGV publicou o IGP-DI também referente ao mês passado, com variação de 0,96%, queda de 0,02 ponto percentual na passagem mensal.

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A produção da indústria nacional cresceu em metade das regiões pesquisadas na passagem de dezembro para janeiro, segundo dados da Pesquisa Industrial Produção Física – Regional, divulgada pelo IBGE. A maior alta do período ocorreu na região do Espírito Santo (+9,4%), seguido por Paraná (+9,0%) e Bahia (+2,0%). A média nacional no período foi de avanço de 0,2%.

Fechando a agenda interna, o INCC, calculado pelo IBGE em parceria com a CEF, apresentou variação de 0,39% em fevereiro, alta de 0,12 ponto percentual sobre o resultado de janeiro (0,27%). Em relação a fevereiro de 2010 (0,43%), o índice apresentou desaceleração de 0,04 ponto percentual.

Referências dos Estados Unidos
A economia norte-americana registrou a abertura de 192 mil postos de trabalho em fevereiro, segundo o Relatório de Emprego. O resultado veio levente acima do esperado pelo mercado, que estimava uma alta de 185 mil postos no período. Já a taxa de desemprego caiu para 8,9%, ficando abaixo das expectativas do mercado, de 9,1%.

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Mas, não foram apenas os números do mercado de trabalho dos EUA que animaram o mercado nesta sexta-feira. O Factory Orders, indicador que mede o volume de encomendas à indústria norte-americana, subiu 3,1% durante o mês de janeiro. O resultado veio acima do esperado pelo mercado, que previa variação positiva de 2,1%.

Dólar
O dólar comercial registrou sua terceira queda consecutiva e terminou a sexta-feira com queda de 0,42%, cotado a R$ 1,645 na venda, seu menor patamar desde 28 de agosto de 2008. Com o retrocesso, a moeda norte-americana fechou a semana em queda de 1,14%.

O BC realizou quatro operações de compra nesta data. A primeira, no mercado a termo, teve início às 11h48 (horário de Brasília) e terminou às 11h53, com taxa de corte correspondente à R$ 1,6538 e liquidação prevista em 23 de março. A autoridade monetária voltou a realizar uma operação no leilão a termo às 15h37, com fim às 15h42. A taxa de corte foi de R$ 1,6478 e a data de liquidação foi a mesma do primeiro leilão.

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O BC também comprou dólares no mercado à vista, mais uma vez com duas operações. A primeira delas ocorreu entre às 11h58 e às 12h03, com taxa de corte aceita em R$ 1,6464. A segunda atuação teve início às 15h45 e término às 15h50, ante taxa de corte em R$ 1,6441.

Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam sem tendência. O contrato de juros de maior liquidez nesta sexta-feira, com vencimento em janeiro de 2012, registrou uma taxa de 12,56%, 0,01 ponto percentual acima do fechamento de quinta-feira.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,37% em relação ao fechamento anterior, a 134,95% do valor de face.

Já o indicador de risco-País teve variação negativa de cinco pontos-base em relação ao fechamento anterior, encerrando o dia em 165 pontos.