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A despeito do momento negativo instaurando por fatores como o terremoto no Japão, a continuidade dos conflitos na Líbia e as manifestações na Arábia Saudita, o Ibovespa interrompeu uma sequência de três quedas consecutivas e fechou esta sexta-feira em alta de 0,98%, aos 66.684 pontos, com giro financeiro de R$ 6,77 bilhões. O movimento do índice foi estimulado pelo forte avanço de importantes blue chips e pelo alívio trazido por indicadores da inflação nacional. Já na semana, o benchmark teve queda de 1,95%.
Os rumores sobre uma possível nova medida por parte do governo para tentar frear a valorização do real frente ao dólar foram novamente negados pela assessoria de imprensa do Ministério da Fazenda. No entanto, os investidores ainda aguardam a posição definitiva. As principais apostas dos investidores dão conta de um novo aumento do IOF para os investimentos estrangeiros.
Na cena corporativa, as grandes blue chips da bolsa foram o principal destaque, registrando fortes avanços no pregão e impulsionando o Ibovespa. Dentre estes papéis, destaque para Usiminas, Petrobras e Vale. No caso da mineradora, foi emitido nesta data uma nota descordando da cobrança de R$ 4 bilhões sobre os royalties de exploração de minério de ferro pelo governo, classificando a multa como excessiva.
Atenção também para a mudança de horário na BM&F Bovespa. A partir da próxima segunda-feira, refletindo o fim do horário de verão, o pregão regular no segmento Bovespa será entre 10h00 e 17h00, com after market das 17h30 às 19h00. Já no mercado futuro, o horário será entre 9h00 e 17h30.
Inflação
Por aqui, a Fipe divulgou seu indicador de inflação, IPC-Fipe. Com taxa de 0,44% na primeira semana deste mês, índice registrou queda da inflação na comparação com o mesmo período de fevereiro, quando o índice havia marcado variação de 1,12%.
Além disso, na primeira prévia de março, o IGP-M apontou inflação de 0,48%, taxa 0,18 ponto percentual menor do que a apurada no mesmo período do mês anterior, segundo dados divulgados na manhã desta sexta-feira pela FGV.
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Também por aqui, a taxa de emprego na indústria brasileira aumentou 2,7% em janeiro, na comparação com o mesmo mês de 2010. De acordo com o IBGE, essa é a décima segunda taxa positiva consecutiva para este tipo de comparação.
EUA
Nos Estados Unidos, o volume das vendas ao mercado varejista norte-americano subiu 1,0% durante o mês de fevereiro. O indicador ficou em linha com as expectativas dos analistas para o período e veio 0,3 ponto percentual acima da medição de janeiro.
Já a confiança do consumidor local medida pela Universidade de Michigan foi menor do que a esperada em março. O Michigan Sentiment apontou 68,5 pontos, resultado inferior às expectativas de 76,5 pontos e à medição anterior, de 77,5 pontos.
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Por fim, os estoques das empresas registraram expansão de 0,9% no mês de janeiro. O resultado ficou ligeiramente acima das projeções de avanço de 0,8%, mas abaixo do resultado de dezembro, que listou uma variação positiva de 1,1%, de acordo com os dados revisados.
China
O governo chinês divulgou uma série de indicadores econômicos nesta manhã, com destaque para os dados piores que o esperado para a inflação e para as vendas no varejo, enquanto a produção industrial surpreendeu positivamente. O indicador de preços ao consumidor estabilizou-se, marcando inflação de 4,9% em fevereiro, na base de comparação ano a ano. Enquanto isso, os preços ao produtor avançaram ao maior ritmo em mais de dois anos, com o avanço anual de 7,2%.
Além disso, a produção industrial cresceu 14,9%, guiada principalmente pela indústria pesada, como o aço.
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Dólar
O dólar comercial terminou a sexta-feira em alta de 0,30%, a terceira sessão consecutiva de valorização, terminando o dia cotado a R$ 1,666 na venda, acumulando alta de 1,27% na semana. Essa foi a maior valorização da moeda em três meses. O dia contou com duas operações de compra por parte do Banco Central.
O BC realizou duas intervenções na ponta da compra no mercado à vista, sendo a primeira entre 12h47 (horário de Brasília) e 12h52, com taxa de corte em R$ 1,6622. A segunda operação teve início às 15h50 e término às 15h55, com taxa aceita em R$ 1,666.
Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam em queda. O contrato de juros de maior liquidez nesta sexta-feira, com vencimento em julho de 2011, registrou uma taxa de 11,99%, 0,01 ponto percentual abaixo do fechamento de quinta-feira.
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No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,01% em relação ao fechamento anterior, a 134,74% do valor de face.
Já o indicador de risco-País teve variação negativa de dois pontos-base em relação ao fechamento anterior, encerrando o dia em 168 pontos.