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SÃO PAULO – O índice Nikkei encerrou a sessão desta segunda-feira (14) em forte queda de 6,18%, em meio à avaliação das consequências para a economia do país após o desastre natural da última sexta-feira, que deixou milhares de mortos e afetou de modo severo a infraestrutura japonesa.
Somam-se aos temores econômicos o pânico gerado pela possibilidade de um acidente nuclear, considerada pequena pelas autoridades. De acordo com a agência Kyodo, houve uma explosão no terceiro reator da usina nuclear de Fukushima, deixando 11 feridos, como resultado de um novo tremor de terra registrado na manhã deste dia.
| %Var Dia | Pontos | |
|---|---|---|
| Nikkei | -6,18 | 9.620 |
| Hang Seng | +0,41 | 23.346 |
| Shanghai Composite | +0,13 | 3.076 |
Além das severas consequências humanitárias, a catástrofe começa a revelar seu lado negativo para a economia. Nesta segunda-feira, a Tokyo Electric Power afirmou que o racionamento de eletricidade em algumas de suas áreas de serviço duraria duas horas, a partir das 17h de Tóquio. As ações da empresa despencaram 23,5%.
Após antecipar sua reunião ordinária para esta segunda-feira, o BoJ (Bank of Japan) decidiu ampliar o limite do programa de aquisição de ativos de ¥ 5 trilhões para ¥ 10 trilhões, além de injetar cerca de ¥ 15 trilhões nos mercados financeiros, visando assegurar a liquidez de curto prazo.
Sem crise
“O choque resultante do terremoto de sexta-feira não torna uma crise fiscal no Japão iminente”, afirmou a Thomas Byrne, vice-presidente sênior da agência de classificação de risco Moody’s. Em sua avaliação, o grande e líquido mercado para a dívida do país deverá continuar a suprir as necessidades de financiamento do país.
Em meio ao fardo da recuperação, a pressão vendedora se abateu principalmente sobre os papéis do setor financeiro, com destaque para as seguradoras. Calcula-se que os prejuízos apenas para o setor podem chegar à casa das dezenas de bilhões de dólares, embora as avaliações ainda sejam preliminares. Assim, as ações da Tokyo Marine caíram 12,4%, seguidas pelos ativos das Daiichi Life Insurance, em forte queda de 18,8%.
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Do outro lado
Entretanto, o desempenho negativo ficou relativamente limitado às ações japonesas. A despeito das perspectivas desfavoráveis de curto prazo para a economia global e regional, os principais índices de ações das bolsas na China voltaram a registrar leve alta nesta sessão.
Destaque para as ações de empresas que fabricam produtos concorrentes ao de companhias japonesas, como a siderurgia. Assim, a Baoshan Steel viu suas ações subirem cerca de 2,1%.
Ademais, os temores sobre inflação ficaram limitados pela ampliação menor que a esperada dos empréstimos no país. O PBoC (People’s Bank of China) afirmou que os novos empréstimos denominados em moeda local atingiram 535,6 bilhões de yuans em fevereiro, cerca de US$ 81,5 bilhões.
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