Índice Nikkei desaba 10,5%, com pânico gerado por acidente nuclear

Outro reator em Fukushima pegou fogo; ações da Tokyo Electric despencam, em meio a alerta sobre exposição à radioatividade

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SÃO PAULO – O índice Nikkei despencou 10,55% no pregão desta terça-feira (15), após a crise nuclear se intensificar no Japão depois de uma nova explosão em mais um reator na planta de Fukushima. Os principais índices acionários da Ásia também registraram forte queda nessa sessão, pressionados pela incerteza quanto à economia japonesa.

   %Var Dia   Pontos   %Var 30D   %Var Ano 
 Nikkei -10,55 8.605 -18,86 -15,87
 Hang Seng -3,00 22.645 -0,80 -1,69
 Shanghai Composite -1,41 2.896 +2,44 +3,14

Explosão e incêndio
A Tokyo Electric Power, empresa responsável pela unidade, confirmou mais uma explosão na segunda-feira. “Aproximadamente às 6h00 [horário local], uma barulhenta explosão foi ouvida na estação”, relatou em comunicado. As ações da companhia desabaram 24,68%, dando seqüência à forte queda de 23,5% do pregão anterior.

Além disso, a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) informou que autoridades japonesas confirmaram incêndio no reator da unidade 4 da planta de Fukushima – que pode ter sido causado por uma explosão de hidrogênio – e que a radioatividade foi liberada diretamente na atmosfera.

Alerta
Tendo em vista o grave o contexto, o primeiro ministro Naoto Kan alertou a população em pronunciamento televisionado, pedindo a todos aqueles em um raio de 30 quilômetros da usina de Fukoshima permaneçam dentro de casa.

Além disso, o pânico também foi intensificado após a mídia local divulgar que níveis de radiação acima do normal também foram detectados em Tóquio – ainda que em quantidade insuficiente para representar risco à vida humana, revelou o Ministério da Educação, Cultura, Esportes, Ciência e Tecnologia.

Empresas suspendem operações
Em meio a este clima de destruição e incertezas, diversas empresas suspenderam a produção algumas fábricas, como a Sony e a Toyota, sendo que esta última suspendeu as atividades em todas as unidades até 16 de março. Os papéis da primeira caíram 8,86%, enquanto os da segunda recuaram 7,40%.

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Ademais, o BoJ (Bank of Japan), que na véspera atuou no sistema financeiro para garantir a liquidez do mercado acionário no curto prazo, não atuou nessa terça-feira. Das 225 ações constituintes do índice Nikkei, apenas uma – a da Toyobo Company, da indústria têxtil – não registrou queda, fechando as negociações com o mesmo preço por ação do início da sessão.