Em recuperação, bolsas dos EUA avançam apesar de tensões externas

Mercado observa luta do Japão para resfriar reator e avanço das tropas de Ghaddafi na Líbia; produção industrial decepciona

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SÃO PAULO –Os principais índices acionários norte-americanos opream em alta nesta quinta-feira (17), o que pode ser encarado como um ligeira recuperação frente às perdas acumuladas nas últimas sessões em razão do conturbado cenário internacional.

O índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, apresenta valorização de 1,55% e atinge 2.657 pontos. O Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, abre em alta de 1,27% a 11.760 pontos, enquanto o S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, sobe 1,18%, chegando a 1.272 pontos.

   %Var Dia   Pontos   %Var 30D   %Var Ano 
 Nasdaq +1,55 2.657 -5,24 +0,17 
 Dow Jones +1,27 11.760 -3,81 +1,58 
 S&P 500 +1,18 1.272 -4,24 +1,12 

Japão e Líbia seguem dando o tom
Ainda sentindo os efeitos do terremoto da última sexta-feira, o Japão enfrenta como maior desafio o resfriamento dos reatores nucleares da usina de Fukushima, para evitar novas explosões e a contaminação radioativa em larga escala na região. Além disso, o país enfrenta desabastecimento em farmácias e supermercados de todo o país, agravando ainda mais a situação.

Já no norte da África, os conflitos se intensificam na Líbia e agências internacionais dão conta que tropas leais ao governo estariam retomando cidades e avançando rumo a Bengazhi, principal reduto de controle oposicionista. Como consequência, cresce a pressão externa pela criação de uma zona de exclusão aérea.

Barril em Nova York volta a encostar nos US$100
Tudo isso desencadeia nova valorização do petróleo que chega a US$ 113,01 no barril Brent negociado em Londres, configurando alta de 1,90% na sessão. Já no mercado de Nova York, o barril é negociado a US$ 99,99, configurando uma alta de 1,77% frente ao fechamento anterior. 

Produção industrial decepciona
Já no cenário doméstico as atenções voltam-se o recuo de 0,1% da produção industrial em fevereiro, o que representa a maior decepção da sessão, por contrariar projeção de 0,6% de avanço. No mais, os indicadores de preços para o consumidor e do mercado de trabalho, apresentaram performance muito próxima às expectativas do mercado. 

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No front corporativo, as ações da Apple valorizam-se 1,97% após o Credit Suisse ter iniciado cobertura dos papéis com recomendação overweight e preço-alvo de US$ 500,00, o que representa um forte potencial teórico de valorização de 48,37%.