Resumo Diário

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Em um pregão marcado pela de recuperação nos principais mercados globais, com as notícias vindas do Japão dando sinais de contenção do aquecimento na usina nuclear, o Ibovespa fechou esta quinta-feira (17) em alta de 0,32%, aos 66.215 pontos, devolvendo parte das perdas de 1,74% acumuladas nas últimas duas sessões. Na máxima no intraday, o principal índice da bolsa brasileira atingiu os 66.950 pontos, configurando um avanço de 1,44%. O giro financeiro do pregão ficou em R$ 5,79 bilhões.

A crise nuclear no Japão continua a preocupar o mundo, embora agências internacionais de notícia tenham afirmado que a situação em um dos reatores danificados na usina de Fukushima Daiichi pode ter melhorado. A situação ainda é “muito séria”, segundo o diretor da AIEA, Andrew Grahame, mas estável. Aliviando um pouco os temores quanto a uma possível catástrofe nuclear, a Tokyo Electric Power, proprietária da usina Daiichi, informou que foi restabelecida a conexão do cabo de energia, essencial para que os equipamentos funcionem a fim de restabelecer a temperatura adequada. Ainda por lá, o ministro de Finanças do país informou que o G-7 será reunido para discutir sobre as consequências do desastre.

Conflitos na Líbia também voltaram a chamar a atenção nesta sessão. A batalha entre insurgentes e o governo do país segue violenta, com relatos de que confrontos teriam ocorrido na estrada para Benghazi, uma das cidades ainda sob controle dos manifestantes. Os Estados Unidos já começam a se mostrar preocupado com a possibilidade de Gaddhafi retornar ao terrorismo caso tenha sucesso nos confrontos. Com estas notícias, o petróleo teve alta de mais de 3,5% tanto em Londres como em Nova York.

Destaques do pregão
Na ponta positiva do índice, o destaque ficou com a Vale, após três quedas consecutivas desde o início da semana. Além da recuperação após o forte movimento vendedor, o investidor avalia o discurso realizado na China pelo diretor de vendas da mineradora, Michael Zhu, afirmando que as exportações da companhia para o Japão não foram afetadas pelo recente desastre natural que abalou o país asiático.

A sessão também contou com a divulgação de resultados corporativos. A começar pela HRT Participações, a empresa informou que no quarto trimestre de 2010 foi registrado um aumento de 485,6% do prejuízo líquido em relação ao mesmo período de 2009.

Por sua vez, a Braskem revelou a passagem de um prejuízo de R$ 1,37 bilhão nos três últimos meses de 2009 para lucro líquido de R$ 356 milhões no último trimestre de 2010. Além disso, o Ebitda, com R$ 1,07 bilhão, registrou um salto de 37% frente aos resultados proforma de 2009.

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O mercado ainda aguarda os balanços da Lojas Americanas e da B2W, previstos para serem divulgados ainda nesta quarta-feira.

Agenda positiva nos EUA
Dados norte-americanos foram importantes referências positivas nesta sessão. A começar pelo mercado de trabalho, foi observado ligeira melhora de desempenho, uma vez que o número de pedidos de auxílio-desemprego reportado foi de 385 mil na semana de até 13 de março, enquanto as projeções giravam em torno de 386 mil. Na sequencia, o CPI, índice que mede a evolução dos preços ao consumidor nos EUA, registrou variação positiva de 0,5% em fevereiro, ficando acima da variação de 0,4% esperada pelo mercado.

O nível de atividade industrial na região da Filadélfia, nos EUA, ficou acima das estimativas do mercado em março. O Philadelphia Fed Index marcou 43,4 pontos no período, enquanto o mercado esperava um resultado de 28,1 pontos positivos. Já o Leading Indicators registrou variação positiva de 0,8% no mês de fevereiro, ficando abaixo das estimativas de alta de 1% do mercado. A produção industrial no país também não bateu as projeções.

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Plano interno
No plano interno, o dia foi marcado por novo indicador de inflação. Conforme divulgado pela Fipe, IPC-Fipe apontou nova queda da inflação ao registrar taxa de 0,36% na segunda quadrissemana deste mês. No mesmo período de fevereiro, o índice marcou variação de 0,95%, enquanto que na semana passa, a taxa apurada foi de 0,44%.

Dólar
O dólar comercial fechou a quinta-feira em alta de 0,72%, cotado a R$ 1,686, sendo a terceira alta seguida, que levou, assim, a moeda ao maior patamar desde 11 de janeiro, quando fechou a R$ 1,687. As especulações de que o Ministério da Fazenda anunciará novas medidas cambiais voltaram a mexer com os ânimos do mercado, embora negadas por Guido Mantega. O dólar operou em queda ou próximo da estabilidade na maior parte do pregão, ganhando força de alta mais perto do fechamento.

O Banco Central voltou a realizar um leilão para a compra de dólares no mercado à vista, tendo realizado essa operação entre às 15h51 e às 15h56. A taxa de corte foi aceita em R$ 1,6845.

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No meio da luta contra a apreciação do real, os rumores sobre as supostas novas medidas no câmbio, que o ministério da Fazenda pode anunciar em breve, continuaram ganhando força e mexendo com os ânimos dos investidores. Os rumores circulando tratam de que fontes próximas ao governo teriam dito que o anúncio está próximo. Todavia, o ministério da Fazenda tem negado os rumores, afirmando através de sua assessoria que não há qualquer previsão para divulgação de medidas cambiais e que as notícias são apenas especulações.

Renda Fixa
Em ajuste às recentes quedas, as taxas dos contratos de DI futuro negociadas na BM&F fecharam em alta neste pregão. O contrato de juros de maior liquidez nesta quinta-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 12,81%, 0,07 ponto percentual acima do fechamento de quarta-feira.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,06% em relação ao fechamento anterior, a 134,83% do valor de face.

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Já o indicador de risco-País teve forte variação negativa de 11 pontos-base em relação ao fechamento anterior, encerrando o dia em 184 pontos.