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SÃO PAULO – Os membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovaram nesta quinta-feira (17) a utilização de medidas de proteção aos civis residentes na Líbia, frente aos ataques realizados pelo governo de Muammar Gadhafi para conter os manifestantes.
10 dos 15 membros votaram à favor da medida que era defendida por França, Inglaterra, EUA e Líbano. Os outros cinco membros – Brasil, China, Índia, Rússia e Alemanha – se abstiveram da votação. Os manifestantes contrários ao governo de Gadhafi comemoraram a votação da resolução com explosões de fogos e disparos de tiros para o ar na cidade de Benghazi.
Segundo Mark Lyall Grant, embaixador britânico da ONU, a resolução irá expandir as sanções sobre o governo de Gadhafi, mas não especificou exatamente quais serão essas medidas. Contudo, segundo a Reuters, que obteve um rascunho da resolução, as possíveis sanções contra Gadhafi seriam o congelamento dos bens da Libyan National Oil Corporatin e do Banco Central Líbio, bem como a zona de exclusão aérea naquele país.
Já o primeiro-ministro francês, Francois Fillon, disse que, se a resolução fosse aprovada, a França iria apoiar uma ação militar contra o presidente líbio “dentro de algumas horas”.
Posição norte-americana
As autoridades norte-americanas destacam que a opção para a contenção do conflito seria “mais agressivo do que uma demonstração de força”. Previamente, os EUA haviam adotado uma posição resistente acerca da intervenção militar no país, porém, nesta quinta-feira, as autoridades consideraram a possibilidade de adoção de medidas mais rígidas do que uma simples imposição de uma zona de exclusão aérea.
“A visão dos EUA é que precisamos estar preparados para contemplar os passos que incluem uma zona de exclusão aérea, talvez indo além dela”, disse em discurso a embaixadora norte-americana da ONU, Susan Rice.