Anatel diz que Claro precisará abrir capital para poder incorporar a Embratel

Nesta sexta-feira o presidente da Anatel, João Rezende, disse que a companhia não precisará, necessariamente, ter ações negociadas na Bovespa

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SÃO PAULO – Na noite de ontem a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) aprovou a unificação das operações da Claro, Embratel e Net, empresas que pertencem ao grupo América Móvil, do bilionário mexicano Carlos Slim. Porém, entre as condições apresentadas pela Agência estão a abertura de capital da Claro.

Nesta sexta-feira (1) o presidente da Anatel, João Rezende, disse que a companhia não precisará, necessariamente, ter ações negociadas na Bovespa. Além disso, a América Móvil não terá que vender qualquer participação na Claro para cumprir a decisão, apenas terá que divulgar a estrutura societária, disse Rezende.

Segundo o conselheiro relator do caso, Igor Villas Boas, a exigência foi necessária porque, pelas regras do setor de telecomunicações no Brasil, concessionárias ou controladores de concessionárias têm de ter capital aberto no país. A Claro, que é uma autorizada, terá de abrir o capital porque vai controlar a Embratel, que é uma concessionária.

A Anatel também exigiu que a contabilidade relativa à concessão, que hoje pertence à Embratel, seja separada do restante do grupo. A agência quer ainda que os ganhos econômicos obtidos com a unificação dos ativos sejam repassados aos consumidores.

“O compartilhamento dos ganhos é feito via reajuste e o repasse integral das economias tributárias, via revisão tarifária”, disse Villas Boas a jornalistas, após a reunião da Anatel que tratou do assunto.

Segundo ele, uma possibilidade seria a de os ganhos serem usados para reduzir os tetos das tarifas da longa distância nacional nas chamadas de celular para celular, fixo para celular e celular para fixo.

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O conselheiro acredita que a operação –que não envolve mudança de controlador– não precisa ser analisada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). “Não acredito que haja essa necessidade”, disse.

Com Reuters

Rodrigo Tolotti

Repórter de mercados do InfoMoney, escreve matérias sobre ações, câmbio, empresas, economia e política. Responsável pelo programa “Bloco Cripto” e outros assuntos relacionados à criptomoedas.