Bolsas dos EUA fecham em queda, interrompendo sequência de 3 altas seguidas

Noticiários do Japão e da Líbia continuam no centro das atenções dos investidores, ofuscando agenda favorável do pregão

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SÃO PAULO – Os principais índices acionários norte-americanos fecharam em baixa nesta terça-feira (22), devolvendo parte dos ganhos acumulados nas últimas três sessões consecutivas. Com a agenda escassa de indicadores, o foco das atenções nos conflitos na Líbia seguiu pressionando o petróleo, enquanto o Japão deu mais sinais de estabilização nas usinas nucleares do país.

O índice S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, fechou em leve baixa de 0,36% a 1.294 pontos. O Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, encerrou o pregão em leve desvalorização de 0,31% atingindo 2.684 pontos, enquanto o Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, apresentou queda de 0,15% chegando a 12.019 pontos.

% Var Dia Pontos %Var 30D %Var Ano
 Dow Jones -0,15 12.019 -3,01 +3,81 
 Nasdaq -0,31 2.684 -5,30 +1,17 
 S&P 500 -0,36 1.294 -3,67 +2,87 

No Japão, a Tokyo Electric Power anunciou que foi religada a energia elétrica nos reatores da usina nuclear de Fukushima Daiichi. No entanto, a restauração dos sistemas de resfriamento foi atrasada novamente, por causa do vapor observado emanando de uma das piscinas de combustíveis já utilizados.

Petróleo em alta
Na Líbia, forças leais a Muammar Gaddafi atacaram duas cidades na terceira noite de ataques aéreos em Trípoli. A campanha ocidental começa a enfrentar questionamentos sobre o futuro de sua estrutura de comando, já que as nações ocidentais ainda não decidiram quem controlará as operações depois que Washington se retirar.

A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, ficou em US$ 115,70, alta de 0,64%, enquanto o barril mais negociado em Nova York, com vencimento em abril, fechou a US$ 104, configurando alta de 1,63% frente ao fechamento anterior.

Destaques corporativos
O terremoto e a crise de energia nuclear no Japão continuaram a pressionar as cotações de empresas com sede no país. A Sony informou a necessidade de cortes de produção ou mesmo a paralização em mais cinco fábricas japonesas, devido a interrupções na cadeia de abastecimento, e viu seus ADRs (American Depositary Receipts) caírem 0,43%.

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Da mesma forma, os papéis da Toyota negociados em Nova York recuaram 0,9%. A montadora japonesa prorrogou a suspensão da produção de veículos de 14 para 26 de março.

Por conta de seu resultado trimestral, as ações da Walgreen sofreram desvalorização de 6,58%, a maior do índice S&P 500. Apesar da cadeia de drogarias ter aumentado seu lucro em 10%, investidores mostraram-se desapontados com a margem de ganhos.

Agenda
No plano econômico, a FHFA (Federal Housing Finance Authority) informou que os preços dos imóveis residenciais caíram 0,3% na passagem de dezembro a janeiro, enquanto economistas consultados pela Bloomberg apontavam uma queda de 0,2%. Em relação ao mesmo mês do ano passado, os preços recuaram 3,9%.

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Já o Richmond Fed Index, que mede a atividade manufatureira em Richmond, mostrou expansão em março, embora em ritmo mais lento do que em fevereiro, de acordo com o Federal Reserve de Richmond. O índice passou de 25 pontos em fevereiro para 20 pontos neste mês.

Iêmen preocupa
A região como um todo segue quente, com grupos de oposição ganhando força também no Iêmen, na luta pela derrubada do governo de Ali Abdullah Saleh, que mantém o país em estado de emergência. Apesar do país não ser grande produtor de petróleo, há grande expectativa em razão da proximidade com a Arábia Saudita, maior produtor mundial da commodity e que também observou alguns indícios de insatisfação popular nos últimos meses.