Resumo Diário

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Além da continuidade dos conflitos no norte da África e no Oriente Médio, bem como da crise nuclear no Japão, nesta quarta-feira a esquecida crise da dívida soberana de alguns países da Zona do Euro voltou ao noticiário, colaborando para o clima de volatilidade nos principais mercados internacionais, que desafiaram as referências negativas e cravaram um pregão de ganhos. Assim, o Ibovespa fechou em alta de 0,32%, aos 67.795 pontos. O pregão financeiro ficou em R$ 6,38 bilhões.

O parlamento português votou nesta sessão um plano de ajuste fiscal. A apreensão do mercado ao longo do pregão esteve na possível rejeição do projeto, a qual foi confirmada no final da tarde, em razão do baixo apoio do governo junto ao parlamento, o que pode conduzir o país a um resgate financeiro já na próxima sexta-feira, quando líderes da Zona do Euro estarão reunidos em Bruxelas.

Ajudando a manter o clima volátil nos mercados, a agenda de indicadores dos Estados Unidos não trouxe números animadores. Por aqui, os investidores repercutiram dados da inflação doméstica e o noticiário corporativo.

Destaques do pregão
As ações da TIM dispararam nesta quarta-feira e lideraram os ganhos do Ibovespa. O BTG Pactual elevou a recomendação dos papéis ON para a compra, alegando que o prêmio de controle sobre as ações preferenciais está abaixo da média, em apenas 17%.

O avanço do índice também foi influenciado pela variação positiva de importantes blue chips, como Petrobras e Vale, que subiram mais de 1%.

Já a ponta vendedora vem encabeçada pelas ações ordinárias da Usiminas, que na véspera subiram 6% e tiveram a melhor performance entre as ações listadas no Índice Bovespa. O anúncio feito pela Gerdau na segunda-feira de que a empresa tem intenção de realizar uma oferta de ações bilionária surpreendeu, e agora a especulação é de que a Gerdau teria interesse em adquirir participação na Usiminas, o que ganha força diante dos rumores de que há disposição de parte do atual bloco controlador em vender uma fração da participação na empresa.

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Inflação doméstica
O resultado de março do IPCA-15 mostrou que o ritmo de aumento dos preços teve desaceleração na passagem mensal, marcando alta nos preços de 0,60% neste mês. No acumulado do primeiro semestre, o IPCA-15 aponta inflação de 2,35%. O IBGE também divulgou o IPCA-E, que mede o IPCA-15 acumulado entre janeiro e março: a inflação medida foi de 2,35% no primeiro trimestre de 2011.

Já o IPC-S, pesquisado pela FGV, apontou alta da inflação na terceira semana de março, marcando taxa de 0,69% – 0,05 ponto percentual acima da apurada no período anterior. O destaque do índice ficou por conta da variação registrada no grupo Alimentação.

Atividade econômica
Segundo o indicador Serasa Experian de Atividade Econômica, a economia brasileira avançou 0,6% na passagem de dezembro de 2010 para janeiro deste ano, já descontadas as influências sazonais.

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Referências dos EUA
O número de casas novas vendidas nos EUA em janeiro ficou abaixo do esperado pelo mercado. No mês, o New Home Sales marcou vendas anualizadas de 250 mil casas, número inferior às expectativas do mercado (288mill).

Dólar
O dólar comercial registrou sua quarta queda consecutiva nesta quarta-feira, desta vez desvalorizando-se 0,12%, terminando a sessão cotado a R$ 1,661 na venda, após ter operado por praticamente toda a manhã no positivo.

O BC voltou a comprar dólares no mercado à vista, tendo realizado uma operação entre as 15h32 e as 15h37 para este fim. A taxa de corte foi aceita em R$ 1,6605.

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Ainda por aqui, o mercado viu a divulgação do fluxo cambial dos 12 primeiros dias úteis do mês de março, quando pode-se constatar um superávit de US$ 11,728 bilhões, graças ao saldo positivo do fluxo comercial em US$ 3,192 milhões e do fluxo financeiro que registrou superávit de US$ 8,536 bilhões.

Ademais, o BC também informou os números referentes às suas reservas internacionais, que contabilizavam US$ 316,343 bilhões até o dia 18, sendo que neste mês foram adquiridos US$ 7,105 bilhões no mercado cambial à vista e US$ 279 milhões no mercado a termo.

Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam em queda. O contrato de juros de maior liquidez nesta quarta-feira, com vencimento em julho de 2011, registrou uma taxa de 11,99%, 0,02 ponto percentual abaixo do fechamento de terça-feira.

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No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,06% em relação ao fechamento anterior, a 134,91% do valor de face.

Já o indicador de risco-País teve variação negativa de dois pontos-base em relação ao fechamento anterior, encerrando o dia em 172 pontos.