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SÃO PAULO – O principal índice acionário do Japão terminou as negociações desta sexta-feira (25) em alta, após um certo alívio quanto às preocupações da crise nuclear e ainda em procura de barganhas no mercado, já que o benchmark revelou uma queda de 1,65% na sessão anterior.
| %Var Dia | Pontos | %Var 30D | %Var Ano | |
|---|---|---|---|---|
| Nikkei | +1,07 | 9.536 | -9,86 | -6,77 |
| Hang Seng | +1,06 | 23.159 | +1,10 | +0,53 |
| Shanghai Composite | +1,06 | 2.978 | +4,02 | +6,04 |
Após os eventos recentes, quem tem se destacado na parte compradora são os estrangeiros. Segundo o ministério de finanças do país, a semana terminada em 19 de março registrou uma compra líquida de ¥ 891 bilhões em ações locais por parte desses investidores, enquanto a semana terminada em 12 de fevereiro – o terremoto aconteceu no dia 11 – marcou um valor líquido de ¥ 17,5 bilhões.
Cenário interno
Tendo em vista a recuperação do Japão após o desastre natural, os papéis voltados ao cenário interno se destacaram positivamente nessa sessão. Por exemplo, as ações da IHI Corp – companhia atuante na indústria pesada – registraram a maior variação do pregão, com valorização de 6,63%, seguidas pelas altas de 6,30% e 5,99% das construtoras Comsys Holdings e Chiyoda Corporation.
Vale lembrar que os índices de ações de maior relevância nos EUA registraram forte alta na sessão anterior, impulsionados por resultados corporativos melhores que o esperado, além de que os investidores aguardam a terceira prévia para o PIB (Produto Interno Bruto) norte-americano, com expectativas de revisão para cima. Ademais, a Tokyo Electric Power anunciou as operações de uma usina térmica em Kanagawa deverão retornar até domingo.
Bancos em forte alta
Já na China, destaque para as ações do setor bancário, após o Bank of China registrar lucro maior que o esperado. Os papéis do banco se valorizaram em 1,82%, enquanto os do China Merchants Bank subiram 2,14% e os do Bank of Communications, 1,61%. No país oriental destaca-se também a notícia de que os impostos para as exportações de minerais raros aumentarão em dez vezes a partir de primeiro de abril, revelou o noticiário local.
Por fim, a inflação anual ao consumidor na China deve ser de 4,9% ao fim do primeiro semestre de 2011, devendo recuar na segunda metade deste ano, revelou relatório divulgao pela NDRC (Comissão nacional de reforma e desenvolvimento), principal órgão de planejamento do governo chinês. Em março, a inflação deve ser de 5,0% ao ano.
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