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SÃO PAULO – Depois de subir de maneira ininterrupta ao longo do final de 2009 e por boa parte de 2010, o déficit em conta corrente do Brasil vem recuando nos últimos meses. Nesta sexta-feira (25), o Banco Central divulgou que nos 12 meses até fevereiro de 2011, o déficit em conta corrente foi de US$ 49,210 bilhões, o que corresponde a 2,31% do PIB (Produto Interno Bruto).
Para os consultores da LCA, essa inflexão de trajetória reflete a inversão do diferencial de crescimento do Brasil em relação ao mundo, assim como a contínua melhora dos nossos termos de troca. “No segundo semestre de 2010, o Brasil cresceu num ritmo médio dessazonalizado e anualizado de 2,5% ao ano, ao passo que o mundo acelerou para quase 7% ao ano nesse ínterim”, exemplificam.
Mas apesar de já apresentar desaceleração, a economia brasileira ainda opera com um nível de ociosidade abaixo do nível neutro, em contraste com o mundo em termos agregados. Assim, a LCA acredita que alguns trimestres de crescimento abaixo do potencial serão necessários para gerar uma desaceleração da inflação.
Japão
Em relatório, a consultoria afirma que ainda avalia o impacto da tragédia no Japão sobre as contas externas brasileiras e também sobre a conta capital-financeira. Por enquanto, a expectativa é de que o déficit em conta corrente encerre 2011 próximo aos níveis atuais em proporção ao PIB, e que as reservas internacionais cheguem perto de US$ 320 bilhões.