Com mercado avaliando relação de troca, Telesp e Vivo fecham em forte baixa

Papéis da Telesp lideram baixas do Ibovespa, com perdas de 7,35%; ações ON da Vivo caem 19,55%, e ativos PN recuam 3,4% na sessão

Publicidade

SÃO PAULO – Em resposta ao anúncio da incorporação da totalidade das ações da Vivo Participações (VIVO4) pela Telesp (TLPP4), as ações PN da Telesp recuaram 7,35% neste pregão, aos R$ 37,80 – a mínima do dia. Já os papéis preferenciais da Vivo registraram baixa de 3,41%, enquanto as ações ON marcaram expressiva queda de 19,55% nesta segunda-feira (28).

A relação de troca elaborada e proposta pela Telefonica consiste em cada acionista da Vivo receber 1,55 ação da Telesp por cada papel da empresa de telefonia móvel, independente da classe de ações. A relação de troca ficou abaixo da estimatiiva de 1,60 ação elaborada pelo Barclays Capital.

De acordo com o Citigroup, caso os papéis da Vivo sejam negociados ex-dividendos depois de sua reunião de acionistas no dia 1 de abril, esse valor sobe para 1,68, o que é uma relação “mais favorável para a Vivo”. 

Móvel X fixa
Em relatório assinado por Alexandre Garcia e Alejandro Gallostra, o Citigroup pontua que a reestruturação deverá impactar negativamente as ações da Vivo Participações, em razão de sua atuação independente e fortemente consolidada passar a ser conectada à imagem da Telesp, que apresenta receita em constante declínio e número de desligamentos de assinantes de linhas telefônicas crescendo. 

Entretanto,apesar do viés negativo trazido pelos riscos de reestruturação de capital, os analistas do Citi mantém as recomendações de manutenção para as ações de ambas as telecoms (VIVO4, TLPP4).

Planner sugere viés positivo
Já a equipe da Planner considera que a relação proposta pelo grupo Telefônica é positiva, em função do valor proposto estar em um patamar acima do verificado nas últimas análises para a proporção das ações preferenciais. Ademais, a Planner destaca que “os acionistas permanecerão em uma empresa com bom potencial de expansão para todo o Brasil, forte geradora de caixa, boa pagadora de dividendos e com uma governança corporativa superior dentro do setor”.

Continua depois da publicidade

Em análise dos próximos pregões, Rafael Andreata, analista da Planner, sugere que deverá ser mantida a proporção proposta de 1,55. Entretanto, finaliza reiterando sua preferência pelas ações da Vivo, em razão do pagamento de dividendos que será deliberado na próxima quinta-feira (31).