Resumo Diário

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Voltando a ser pressionado pelo noticiário internacional, o Ibovespa fechou a sessão desta segunda-feira (28) em queda de 0,85%, aos 67.192 pontos. O dia foi marcado pela volatilidade, com os investidores também repercutindo rumores sobre novas medidas por parte do governo para conter a desvalorização do dólar. O giro financeiro do pregão ficou em R$ 4,65 bilhões.

A partir do final de abril, a alíquota de IOF sobre as compras efetuadas via cartão de crédito no exterior passará de 2,38% para 6,38%. O movimento aumenta os temores sobre novas medidas para controlar o fluxo da moeda norte-americana.

Acentuam-se os temores em relação a Portugal, tendo a agência de classificação de risco Standard & Poor’s anunciado mais cedo o rebaixamento do rating de vários bancos do país. No Japão, as últimas notícias dão conta de que água altamente radioativa vazou de um dos reatores danificados pelo desastre natural ocorrido no país. O cenário político na Líbia também chamou a atenção, com manifestantes tomando mais cidades estratégicas, segundo relatos de agências internacionais.

Destaques do pregão
Contrariando a queda do índice, as ações da ordinárias da Telemar puxaram os ganhos do Ibovespa nesta segunda-feira. Os analistas do Barclays elevaram o preço-alvo para os ADRs da Telemar Norte Leste Participações, que são negociados em Nova York com o código TNE. A alta acontece após a empresa divulgar o resultado do seu processo de aumento de capital.

Na ponta perdedora do índice estão os papéis da Vivo e da Telesp. As empresas anunciaram a conclusão do processo de reestruturação em que a última incorporará a totalidade das ações da primeira, com uma relação de troca de 1,55 ação, menor do que a estimativa de 1,60 ação elaborada pelo Barclays Capital. 

Focus
O relatório Focus desta semana trouxe novo aumento das projeções para a inflação neste ano. Para o IPCA, a expectativa é de taxa acumulada de 6,00% ao final de 2011. O relatório trouxe também a quinta queda consecutiva da projeção de crescimento do PIB brasileiro neste ano: segundo os economistas ouvidos pela autoridade monetária, a economia deverá avançar 4,00%.

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Por fim, a projeção de aperto monetário via elevação do juro básico foi reduzida. A expectativa dos economistas ouvidos pelo Banco Central é de que a taxa Selic termine este ano a 12,25% ao ano.

Indicadores norte-americanos
Nos EUA, a agenda trouxe números positivos. O núcleo do índice de preços PCE registrou alta de 0,2% no mês de fevereiro, ficando em linha com as expectativas do mercado. No mesmo período, o Personal Income, que se refere à renda dos norte-americanos, também veio em linha com o esperado, ao registrar elevação de 0,3%. Já o Personal Spending, referente aos gastos da população, subiu 0,7% em fevereiro, enquanto as projeções dos analistas eram de alta de 0,5%.

Outra surpresa positiva no dia foi o número de contratos de compra e venda de casas nos EUA, que apresentou alta de 2,1% em fevereiro. O resultado do período ficou acima das expectativas, que apontavam avanço de 0,3%.

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Dólar
O dólar comercial fechou a segunda-feira em alta de 0,12%, terminando a sessão cotado a R$ 1,662, após o Banco Central realizar
quatro leilões de compra da moeda norte-americana para frear o movimento de desvalorização da divisa, além das especulações sobre novas medidas cambiais após o aumento do IOF para compras com cartão de crédito no exterior.

A autoridade monetária realizou dois leilões para a compra da moeda no mercado à vista, um leilão à termo e de contratos de swap cambiais reversos. A primeira operação no mercado à vista ocorreu entre 11h37 e 11h42, com taxa de corte em R$ 1,66. A segunda teve início às 15h36 e término às 15h41, com taxa de corte levemente superior, em R$ 1,6619.

A operação no mercado à termo, que não vinha sendo utilizada desde 4 de março, teve início às 11h48 e fim às 11h53, com taxa de corte de R$ 1,6615 e data de liquidação fixada em 4 de abril. Já o leilão de swaps cambiais movimentou US$ 821,04 milhões ante a venda dos 16.500 contratos ofertados.

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Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam em queda. O contrato de juros de maior liquidez nesta segunda-feira, com vencimento em janeiro de 2012, registrou uma taxa de 12,20%, 0,04 ponto percentual abaixo do fechamento de sexta-feira.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,59% em relação ao fechamento anterior, a 134,25% do valor de face.

Já o indicador de risco-País não teve variação em relação ao fechamento anterior, encerrando o dia em 169 pontos.