Ibovespa sobe mais de 1%, impulsionado por EUA, Petrobras e elétricas

Índice se recupera após duas quedas seguidas, em meio aos bons dados da economia norte-americana; elétricas sobem, apesar da virada da Copel

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SÃO PAULO – O Ibovespa segue em alta de mais de 1% na sessão desta terça-feira (24), em um movimento de recuperação após duas quedas seguidas com a divulgação da pesquisa Ibope no último feriado, em que apontou uma estabilidade nas intenções de voto da presidente Dilma Rousseff. Além disso, os bons números da economia norte-americana animaram os mercados, com a bolsa brasileira aumentando os ganhos logo após Wall Street abrir, às 10h30 (horário de Brasília).

Às 12h46 (horário de Brasília), o índice registrava ganhos de 1,27%, a 54.896 pontos, tendo como principais destaques as ações da Petrobras (PETR3;PETR4) e das elétricas, estas últimas com um noticiário bastante movimentado.

Os ativos da petrolífera sobem mais de 2% em um movimento de recuperação após as quedas na sexta e segunda-feira ainda repercutindo a pesquisa eleitoral Ibope. Apesar do noticiário eleitoral seguir como o grande catalisador, a companhia segue com um noticiário movimentado. No radar, o Bradesco BBI elevou a previsão do crescimento da produção, para um avanço de 8,5% em 2014. A projeção anterior apontava para aumento de 6,5% no final deste ano. 

Enquanto isso, as elétricas têm um dia movimentado. Após abrir com fortes ganhos na esteira do reajuste de 35,05% de tarifas aprovado pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), as ações da Copel (CPLE6, -0,88%, R$ 32,59) viraram para queda, logo após o governador do Paraná, Beto Richa, dizer na sua conta oficial no Twitter de que irá pedir a suspensão do reajuste. No ano passado, a agência reguladora do setor de energia havia autorizado um reajuste de 14,61% em média, mas o governo do Paraná optou por aplicar um valor menor, de 9,55%.

Por outro lado, as ações da Eletropaulo (ELPL4, +4,48%, R$ 10,95) seguem em forte alta neste pregão, na esteira da aprovação do reajuste pela agência. Na próxima semana, será a vez da Aneel decidir sobre o reajuste da empresa paulista. No mais, outras distribuidoras, CPFL Energia (CPFE3, +0,90%, R$ 20,19) e Cemig (CMIG4, +2,02%, R$ 18,17), pedem correções de dois dígitos na conta de luz para repor as despesas com aquisição de energia e acionamento de usinas térmicas.

Também apontando para um movimento de recuperação, as ações do setor financeiro, que representam a maior participação do Ibovespa e iniciaram o dia em baixa, passaram a subir, tendo como destaque as ações ON do Bradesco (BBDC3), com ganhos de mais de 2%, enquanto os ativos PN da instituição e do Itaú Unibanco sobem cerca de 1%. 

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As maiores altas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, são:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia
 ELPL4 ELETROPAULO PN N2 10,92 +4,20
 BBSE3 BBSEGURIDADE ON 32,50 +3,80
 CSNA3 SID NACIONAL ON 9,79 +2,84
 PETR3 PETROBRAS ON 17,72 +2,72
 AEDU3 ANHANGUERA ON 17,55 +2,63

As maiores baixas, dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa, são:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia
 MRFG3 MARFRIG ON 5,61 -2,94
 OIBR4 OI PN 2,09 -1,42
 BRML3 BR MALLS PAR ON 19,08 -0,99
 CPLE6 COPEL PNB 32,61 -0,82
 MMXM3 MMX MINER ON 2,45 -0,81

EUA animam mercados
Entre os indicadores de destaque para os EUA e que animaram o mercado, estão a confiança do consumidor e a venda de moradias. As vendas de novas moradias para uma única família nos Estados Unidos saltaram para uma máxima de seis anos em maio, o mais recente indício de que o mercado imobiliário está começando a sair de um recente período de fraqueza.

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O Departamento do Comércio informou nesta terça-feira que as vendas subiram 18,6 por cento, para taxa anual de 504 mil unidades em dados ajustados sazonalmente. Este foi o maior nível desde maio de 2008, enquanto que o aumento foi o maior desde janeiro de 1992.

Já a confiança do consumidor nos Estados Unidos subiu em junho ao maior nível desde janeiro de 2008, para 85,2 em junho ante 82,2 em maio. 

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.