Ibovespa registra leve queda, em dia de baixas para blue chips

Em um dia sem grandes referências para o mercado, ações de Petrobras, Vale e bancos oscilam entre leves perdas e ganhos; siderúrgicas têm maiores quedas

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SÃO PAULO – Após uma manhã morna, operando entre leves perdas e ganhos, o Ibovespa aponta para uma sessão de maiores perdas nesta sexta-feira (27). Às 13h05 (horário de Brasília), o índice registrava baixas de 0,39%, a 53.298 pontos. 

A agenda desta sessão é esvaziada, com destaque somente para a alta da confiança do consumidor nos EUA, de acordo com índice elaborado pela Universidade de Michigan. A leitura final do índice de junho da confiança do consumidor atingiu 82,5, ante 81,9 no mês passado, ficando acima da expectativa do mercado. O mercado por lá também segue repercutindo as falas do presidente do Fed de St. Louis, James Bullard, de ontem e os dados fracos da economia europeia. Ontem, Bullard voltou a mostrar uma postura mais radical sobre a retirada da política de estímulos e sobre o fim do afrouxamento monetário. 

Atualmente, a taxa de juros dos EUA encontra-se entre 0% e 0,25% ao ano e o QE3 (Quantitative Easing 3) está injetando US$ 35 bilhões mensais na economia por meio de compra de títulos. “Com o passar do tempo, entretanto, torna-se mais e mais difícil argumentar que os mercados de crédito permanecem em uma situação de deterioração, e portanto mais difícil de justificar contínuas taxas reais baixas”, diz Bullard. Ele também afirma que o QE3 deverá chegar ao seu final em outubro deste ano.

Hoje, o índice tem uma sessão de maior calmaria, após uma semana bastante agitada para as blue chips do índice, entre a queda da Petrobras (PETR3;PETR4)com o acordo de cessão onerosa e a recuperação da Vale (VALE3;VALE5) com os preços de minério voltando a se recuperar. Além disso, os bancos também ficaram no radar após os dados do Banco Central projetarem cortes nas projeções de crédito. As ações da mineradora devolvem parte dos ganhos da véspera e registram ganhos de cerca de 0,7%, enquanto os ativos da Petrobras oscilam entre leves perdas e altas. Por outro lado, as siderúrgicas registram maiores perdas, com destaque para a Gerdau (GGBR4) e Usiminas (USIM5), com baixas de mais de 2%. 

Ainda no Brasil, é esperado o resultado primário do governo central em maio, que deve ser conhecido às 14h, após dados de arrecadação federal pela Receita divulgados mais cedo.

No cenário corporativo, as revisões de recomendação estão em destaque. O BTG Pactual elevou a recomendação do papel da Marfrig (MRFG3) para compra e as ações são destaque de alta do Ibovespa. Em relatório, a instituição financeira afirmou que as recentes iniciativas da gestão da companhia foram determinantes para a decisão do banco. 

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As maiores baixas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, são:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia
 OIBR4 OI PN 2,02 -4,72
 MMXM3 MMX MINER ON 2,22 -4,31
 GOAU4 GERDAU MET PN 15,66 -2,79
 USIM5 USIMINAS PNA 7,72 -2,40
 GGBR4 GERDAU PN 13,07 -2,39

As maiores altas, dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa, são:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano
 MRFG3 MARFRIG ON 5,81 +3,75 +45,25
 RSID3 ROSSI RESID ON 1,69 +1,81 -17,16
 BRFS3 BRF SA ON 53,12 +1,80 +8,79
 CSAN3 COSAN ON 40,06 +1,34 +2,21
 CPLE6 COPEL PNB 34,04 +1,31 +14,68

Europa: dados econômicos não animam
Já na Europa, atenção para os indicadores econômicos. A confiança na economia da zona do euro caiu inesperadamente em junho em decorrência dos temores de que o conflito no Iraque vá causar a elevação dos preços do petróleo e que qualquer escalada da crise na Ucrânia possa pesar sobre o crescimento da zona do euro.

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O índice de confiança na economia da Comissão Europeia (ESI, na sigla em inglês) para os 18 países que compartilham o euro caiu para 102,0, ante 102,6 em maio em números revisados. Economistas haviam previsto um avanço para 103,0.

Já a economia da França registrou estabilidade no primeiro trimestre deste ano, em comparação com os três últimos meses do ano passado, de acordo com a leitura final publicada pela agência de estatísticas Insee. O número veio em linha com a estimativa anterior, publicada em meados do mês passado. O dado representa uma desaceleração sobre o quarto trimestre, quando o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,2%, na mesma base de comparação.

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.