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SÃO PAULO – A Vale (VALE3; VALE5) ameaça deixar o ICMM (Conselho Internacional de Mineração e Metais), após a concorrente Rio Tinto mover uma ação contra a mineradora brasileira em abril. Segundo informações do Wall Street Journal, Murilo Ferreira, CEO da empresa, enviou uma carta ao ICMM sobre a participação da Vale no grupo.
“Estamos conversando sobre a participação da Vale”, disse uma porta-voz da Vale, porém recusando-se a comentar sobre o conteúdo da carta ou quando ela foi recebida, segundo o WSJ. O jornal destaca que segundo três fontes familiarizadas, Ferreira – que faz parte do conselho do ICMM – ameaçou sair da instituição por causa da ação movida pela concorrente.
Em abril, a Rio Tinto disse que abriu processo nos Estados Unidos contra a rival Vale, o bilionário israelense Beny Steinmetz e a BSG Resources (BSGR) sobre as concessões de mineração na Guiné. A ação judicial, iniciada em uma corte distrital em Nova York, relata a perda de metade dos direitos da Rio Tinto de operar o depósito de minério de ferro Simandou, na Guiné, em 2008. A mineradora anglo-australiana gastou milhões tentando desenvolver Simandou até 2008.
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Lansana Conte, presidente da Guiné, revogou a permissão da empresa e então transferiu a concessão para a BSGR, a mineradora do conglomerado de Steinmetz. O governo argumentou, na ocasião, que a Rio Tinto levou tempo demais para desenvolver o projeto. A BSGR então vendeu 51% de seus ativos na Guiné para a brasileira Vale em 2010, quando ambas criaram a joint venture VBG em um acordo de US$ 2,5 bilhões.
“Os danos à Rio Tinto são claros e definitivos e incluem a perda de bilhões de dólares em ativos, assim como a perda com o investimento em suas atividades em Simandou”, disse a Rio Tinto no processo.
As ações ordinárias e preferenciais da Vale sobem entre 1% e 1,5% na Bovespa nesta terça-feira (1), segundo cotação das 10h31 (horário de Brasília), impulsionadas pelos bons dados da economia chinesa.