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SÃO PAULO – Entre as maiores quedas do Ibovespa nesta terça-feira (1) chamou atenção o setor elétrico, com 5 ações registrando perdas de mais de 2%. Em comum, essas empresas tem o fato de fazerem parte do segmento de distribuição, o que leva todas a serem fortemente impactada por uma notícia divulgada nesta tarde.
O diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, disse, sem citar números, que a próxima liquidação financeira no mercado de energia de curto prazo, a ser realizada em julho, relativa às operações do mês de maio, ainda pesará no caixa das distribuidoras. “Ainda será um valor bastante relevante”, disse Rufino.
Diante dessas projeções negativas, os papéis da Eletrobras (ELET3, R$ 6,15, -3,76%; ELET6, R$ 10,15, -3,33%), Copel (CPLE6, R$ 32,91, -2,86%), CPFL (CPFE3, R$ 19,82, -2,51%) e Energias do Brasil (ENBR3, R$ 10,59, -2,40%) caíram forte, seguida de perto pela Eletropaulo (ELPL4, R$ 10,57, -1,67%).
O valor do gasto das distribuidoras referentes a maio será bem menor do que os apurados em fevereiro, março e abril, já que, a partir de maio, a exposição das distribuidoras ao mercado de curto prazo foi reduzida pela energia contratada no leilão A-0, realizado no fim de abril.
Mas Rufino acrescentou nesta terça-feira que o valor de maio “ainda causa um descasamento no fluxo de caixa das distribuidoras”. Ele afirmou que a Aneel aguarda a decisão do governo federal sobre a possibilidade de haver ou não algum tipo de ajuda adicional ou mesmo de prorrogação de empréstimo bancário ao setor para cobrir esses valores.
Na segunda-feira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega descartou um novo aporte de recursos para ajudar distribuidoras de energia elétrica. No início do ano, o governo orquestrou um empréstimo bancário de cerca de 11 bilhões de reais com um grupo de bancos para cobrir o rombo do setor elétrico.
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No caso da Eletropaulo ainda pesou a notícia de que a Aneel rejeitou o recurso da empresa sobre devolução de R$ 626 milhões aos consumidores da companhia. Em dezembro de 2013, o órgão regulador determinou essa restituição nas contas de luz pelos próximos 4 processos de reajustes tarifários da distribuidora, devido à descoberta de que uma quantidade enorme de fiação declarada pela companhia simplesmente não existia.
A devolução será realizada por meio das revisões e reajustes tarifários. Com isso, a notícia deve impactar o reajuste da companhia agora em julho. A companhia solicitou reajuste de 16,69% nas tarifas de energia. Para a XP Investimentos, as ações da companhia já contemplam um reajuste maior e essa notícia tende a pesar.