Resumo Diário

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Devolvendo parte das perdas acumuladas nas últimas quatro sessões, o Ibovespa fechou esta terça-feira (1) em alta de 1,91%, aos 67.847 pontos. Além da valorização de blue chips de peso, como Petrobras e Vale, o índice também encontrou suporte para sua recuperação no sinal positivo dos mercados externos. O giro financeiro do pregão foi de R$ 6,36 bilhões.

O bom humor dos investidores nesta terça-feira decorre do noticiário internacional favorável, com destaque para dados positivos da atividade industrial nos Estados Unidos e um PMI acima das expectativas na Zona do Euro, que parecem ter amenizado em parte o clima de cautela em relação aos contínuos protestos no Egito, bem como a crescente inflação no Brasil.

Também colaborou para o ânimo nas bolsas a notícia de que o superávit em conta corrente da China em 2010 saltou 25% sobre o ano anterior, a US$ 306,2 bilhões, após registrar o avanço de 13% no último trimestre do ano, na base de comparação anual. Já o PMI do país mostrou desaceleração na produção industrial em janeiro frente a dezembro, mitigando temores de novas medidas de aperto monetário no curto prazo. Apesar disso, a inflação chinesa segue no radar dos mercados.

Destaques do Pregão
Com os indicadores industriais, as ações das empresas produtoras de commodities despontam no campo positivo nesta terça, influenciadas pela disparada dos preços internacionais. O setor de siderurgia é o principal beneficiado dessa movimentação, com avanço de Usiminas, Gerdau e CSN.

A Petrobras e a Vale também tiveram forte avanço no pregão. Segundo comunicado ao mercado, a mineradora anunciou que estuda elevar a remuneração mínima para os acionistas a US$ 4 bilhões, o que significaria um aumento de 60% sobre o último ano.

Da mesma forma, as imobiliárias também se destacaram na ponta positiva.

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Na ponta negativa do índice, destaque aos papéis da Redecard. A companhia teve seu preço-alvo cortado nesta terça-feira pelo JP Morgan, que destacou uma maior pressão competitiva no setor de cartões. As ações também sentem a pressão da expectativa pelos resultados da empresa no último trimestre, que tem divulgação prevista para a próxima sessão.

PanAmericano
Fora do Ibovespa, a principal notícia é que o BTG Pactual confirmou a aquisição do Banco PanAmericano por R$ 450 milhões, o que levou os papéis do banco a dispararem na bolsa paulista. Com esta operação, o BTG deterá 51% das ações ordinárias e 21,97% das preferenciais, totalizando uma participação de 37,64% do capital social total do PanAmericano.

Assim, as ações do PanAmericano dispararam 22,54%, cotados na máxima alcançada no intraday, de R$ 5,22. O valor excede o preço que será oferecido na OPA a ser realizada para os acionistas minoritários, de R$ 4,89 por ação, e pode ser visto como uma pressão do mercado para a reavaliação dos valores envolvidos nesta operação, ainda sem data definida.

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Referências internacionais
Nos Estados Unidos, o ISM Index ficou acima do esperado no mês de janeiro, conforme os dados divulgados pelo Institute for Supply Management. No último mês, o indicador, que mede o nível de atividade industrial nos Estados Unidos, atingiu 60,8 pontos, enquanto as expectativas indicavam 58,4 pontos. A medição de dezembro marcara 58,5 pontos.

Por outro lado, medidos pelo indicador Construction Spending, os gastos com construção civil nos Estados Unidos cairam 2,5% em dezembro. Os dados foram divulgados pelo Departamento de Comércio dos EUA. O mercado projetava uma queda de 0,4% para o mês, enquanto em novembro o índice registrado foi de -0,2%, conforme dados revisados.

No Velho Continente, o PMI da Zona do Euro ficou acima das expectativas dos analistas em janeiro. O indicador foi impulsionado principalmente pelo desempenho da Alemanha, que também viu sua taxa de desemprego alcançar os menores níveis desde 1992, de acordo com dados divulgados nesta sessão pela empresa de pesquisa Markit.

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Além disso, nesta sessão foi a vez do rating do Egito sofrer alterações. A agência de classificação de risco Standard & Poor’s rebaixou de “BB+” para “BB” os ratings soberanos em moeda estrangeira de longo prazo do país. A instituição também sinalizou que poderá fazer novos cortes nos próximos meses.

Balança comercial e inflação doméstica
Por aqui, o MDIC divulgou a balança comercial brasileira, registrando saldo positivo de US$ 424 milhões em janeiro, com exportações de US$ 15,215 bilhões e importações da ordem de US$ 14,791 bilhões.

Além disso, o IPC-S mais uma vez apontou aceleração na inflação, ao marcar alta de 1,27% na última semana de janeiro, taxa 0,09 ponto percentual maior do que a vista na medição anterior. Vale ressaltar que esta é a maior variação desde a primeira semana de fevereiro de 2010, quando o índice subiu 1,33%.

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Também na cena interna, o mercado voltou a se atentar ao mercado de câmbio nesta terça-feira. Enquanto o BC vem realizando compra de dólares, o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, informou que existe a possibilidade de que o FSB (Fundo Soberano Brasileiro) atue no mercado de câmbio, como instrumento de auxílio para a política cambial. “Esse é um caminho possível”, disse.

Dólar
O dólar comercial refletiu a melhora do humor nos mercados globais e fechou em queda de 0,66% nesta terça-feira, terminando o dia cotado na venda a R$ 1,663. Mesmo com as intervenções realizadas pelo Banco Central, o cenário de menor aversão ao risco colaborou para a queda.

O BC manteve suas intervenções diárias, realizando dois leilões de compra à vista. A primeira operação ocorreu entre às 12h34 e às 12h39, e teve taxa de corte aceita em R$ 1,6645. A segunda operação teve início às 15h45 e terminou às 15h50, com taxa de corte em R$ 1,6622.

Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam sem tendência definida, apesar de, no longo prazo, o comportamento predominante ter sido de queda. O contrato de juros de maior liquidez nesta terça-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 12,85%, 0,03 ponto percentual abaixo do fechamento de segunda-feira.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,19% em relação ao fechamento anterior, a 135,05% do valor de face. Já o indicador de risco-País teve queda de sete pontos-base em relação ao fechamento anterior, encerrando o dia em 168 pontos.