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SÃO PAULO – A Copa do Mundo ainda não terminou, mas na Bolsa já aparecem duas ações que concorrem a campeãs do campeonato. A disputa está entre Magazine Luiza (MGLU3), cuja diretoria já apontou um positivo crescimento impulsionado pelo evento, e Cielo (CIEL3), que parece estar bem posicionada para captar ganhos com o aumento de operações com cartões de crédito por conta da avalanche de turistas que o País recebeu e ainda deve receber até 13 de julho – dia da final da Copa.
Do dia 12 de junho até o fechamento pregão de 1° de julho, as ações da varejista subiram 8%, enquanto os papéis da Cielo registraram valorização de 3%. No ano, no entanto, MGLU3 avança 28,35% e CIEL3 acumula ganhos de 40,88%.
No caso da Magazine Luiza, um dos grandes motivos para a ação aparecer em destaque como um das favoritas do evento foi o sucesso de sua campanha de marketing, apontou o Brasil Plural. A empresa é uma das patrocinadoras da transmissão da Copa pela Rede Globo, entrando para o rol das oito grandes marcas nacionais patrocinadoras oficiais do evento na emissora, o que ajudou a aumentar significativamente a visibilidade da marca junto à população brasileira.
Além disso, está a iniciativa da companhia de integrar as operações das lojas Maia no Nordeste, enquanto melhora a execução e eficiência das lojas. Como resultado, a Magazine Luiza deve ultrapassar o setor e afastar temores de vendas menor do que o esperado durante a Copa do Mundo, avaliaram os analistas Guilherme Assis, Victor Falzoni e Ruben Couto, do banco.
“Finalmente, nós acreditamos que após a Copa do Mundo, a varejista vai retomar seu foco em produtos linha branca e móveis, tendo como ‘almofada’ o programa Minha Casa, Minha Vida, que vai ajudar a impulsionar essa categoria – evitando uma forte queda das vendas”, disseram. Em reunião com os analistas do banco de investimentos nesta semana, a diretoria da Magazine Luiza reiterou guidance de abertura de lojas (25 novas lojas) e rentabilidade (5,5% a 6% de margem Ebitda, ou Ebitda/Receita Líquida).
Cielo
Do outro lado do jogo, aparecem as ações da Cielo, que foram cotadas já pelo Credit Suisse antes da Copa a serem as grandes beneficiadas pelo evento. Segundo um balanço parcial do Banco Central, nos primeiros 18 dias de junho os estrangeiros deixaram US$ 365 milhões no País, montante 24% superior ao mesmo período do ano anterior. A boa notícia para a empresa é que boa parte desses gastos foram feitos com o cartão e, consequentemente, o valor tende a aumentar também este mês, lembrando que a Copa se encerra apenas na metade de julho.
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Neste cenário, o Credit Suisse acredita que a empresa seja a mais bem posicionada para se beneficiar com o evento. Numa comparação com o futebol, ela estaria mais para o Messi (forte distribuição e posicionamento estratégico acima da média do setor). Já a Rede estaria mais para o Neymar (agressiva, habilidosa e imprevisível), enquanto o Santander, que tem crescido mais do que seus pares, parece estar mais ameno na aquisição de market share (cara da Espanha, citando Iniesta e Xavi), apontavam os analistas do banco, em relatório divulgado antes do evento.
Procurada, a assessoria da Cielo disse que a empresa deve divulgar os dados de gastos durante a Copa já na terceira semana de julho.
Segundo estimativas do Ministério do Turismo, é esperado 600 mil visitantes internacionais no País. Vale mencionar ainda que a Visa divulgou no mês passado que os turistas que vieram ao Brasil para acompanhar o evento gastaram US$ 27 milhões somente nos cartões de crédito, débito e pré-pago da bandeira internacional Visa durante a primeira semana do mundial, do dia 12 a 15 de junho, cifra 73% maior ante o mesmo período do ano passado.