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São Paulo – O resultado fiscal do Brasil ainda é compatível com perspectiva estável e reflete a fraqueza da economia do país, de acordo com avaliação da analista de crédito da Standard & Poor’s, Lisa Schineller.
De acordo com a analista da agência de classificação de risco, o resultado primário apenas reforça a visão de que o governo brasileiro enfrentará dificuldades para atingir a meta fiscal em 2014. “Nós não esperamos que a meta seja alcançada sem ajustes”, afirmou Schineller.
A analista sinalizou que a última decisão da S&P de rebaixar o rating brasileiro, com perspectiva estável, já considerava um cenário de piora limitada dos resultados fiscais. “Nós já considerávamos que não seria fácil atingir o resultado fiscal este ano”, explicou, acrescentando que a perspectiva estável do rating é compatível com ajustes moderados da economia.
A S&P espera algum ajuste na política fiscal e nos preços da Petrobras e do setor de energia em 2015, mas acredita que a magnitude dos ajustes ainda é incerta. “Em caso de um ajuste mais forte, podemos pensar em uma classificação melhor”, pontuou Schineller. “Por outro lado, em caso de deterioração forte da economia, S&P pode considerar rebaixamento da classificação”, completou.
A agência de classificação de risco aposta que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) pode elevar a taxa de juros no segundo trimestre de 2015, o que deve proporcionar mais volatilidade aos mercados emergentes. A S&P prevê que crescimento econômico brasileiro será de 1,2% em 2015.