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SÃO PAULO – Praticamente devolvendo os ganhos obtidos na véspera, o Ibovespa encerrou a sessão de quarta-feira (2) em queda de 1,71%, retrocedendo para 66.688 pontos. Embora nos mercados externos a tendência também não tenha sido positiva, o índice teve perdas bem mais exacerbadas do que as principais bolsas internacionais.
Não se pode dizer que o pessimismo tenha vindo da agenda, já que o mercado de trabalho deu bons sinais, ao mostrar criação de 187 mil vagas no setor privado, de acordo com dados do ADP Employment Report, o que, para William Castro Alves, analista da XP Investimentos, contribui para uma visão um pouco mais positiva para os dados do Relatório de Emprego norte-americano, que será publicado na sexta-feira (4).
Nos EUA, destaque para serviços
Com a instabilidade dominante por aqui, afirma Castro Alves, é difícil avaliar o impacto que a agenda norte-americana terá sobre as negociações desta quinta-feira (3). Ainda assim, o analista lembra que dados ruins, ainda mais em um mercado negativo como o dos últimos dias, com certeza não serão bem recebidos.
Nos EUA, o destaque fica com o ISM Serviços, que segundo a Citi Corretora deverá ficar em níveis elevados, assim como o ISM da indústria, “refletindo a aceleração da recuperação da economia americana”, apontou a equipe da corretora. Ainda por lá, será divulgado o número de pedidos de auxílio-desemprego na última semana.
Castro Alves não se mostra otimista com o pregão, acreditando que novas perdas ainda são possíveis, mas faz uma ressalva. Se considerados apenas os fundamentos econômicos, sem contar aspectos gráficos, o atual recuo do Ibovespa é exagerado.