Resumo Diário

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Depois de uma manhã instável e uma tarde em que predominou a força vendedora, o Ibovespa acompanhou a melhora de humor das bolsas de Wall Street e nas últimas horas de negócios iniciou uma recuperação, que resultou na inversão do sinal negativo. Assim, o índice fechou esta quinta-feira (3) em alta de 0,11%, atingindo os 66.764 pontos. O giro financeiro do pregão foi de R$ 6,64 bilhões. O dia foi marcado pelo intenso fluxo de referências no exterior, que trouxeram um clima volátil aos principais mercados internacionais.

Nos Estados Unidos, chamaram atenção dados positivos do mercado de trabalho. A economia do país registrou cerca de 10 mil pedidos de auxilio-desemprego a menos do que o esperado pelo mercado na medição da última semana. Já a produtividade do trabalhador norte-americano também foi favorável, tendo avançado 2,6% no quarto trimestre de 2010, frente aos 2,2% esperados pelos analistas.

Apesar disso, o clima nas bolsas segue sendo influenciado negativamente pelas tensões políticas no Egito. Nesta quinta, os confrontos entre oposicionistas e partidários do presidente Hosni Mubarak se intensificaram, tendo sido registradas as mortes de ao menos cinco pessoas. Ainda sobre o país, depois de Moody’s e S&P, a agência de classificação de risco Fitch cortou o rating do Egito e deixou a nota em perspectiva negativa.

Destaques do Pregão
A Petrobras voltou a aparecer entre os destaques de alta, com suas ações ordinárias avançando 1,68% e as preferenciais 0,83%. O investidor segue avaliando novos rumores em relação ao interesse da Petrobras na compra da fatia da portuguesa Galp detida pela Eni. A alta do petróleo no mercado internacional também fomenta o bom momento destes papéis.

Conforme informações do Jornal de Negócios, de Portugal, a estatal teria se retirado na última terça-feira das negociações que visavam a aquisição. Em contato com a InfoMoney, a assessoria da Petrobras não comentou o caso, ou seja, não confirmou ou negou o movimento. Para a mídia portuguesa, o silêncio da empresa motiva especulações de que o rompimento das negociações faça parte de alguma estratégia da Petrobras nesta compra.

Beneficiando-se do contínuo avanço nas cotações das commodities no mercado internacional e das novidades destas empresas, as ações de siderúrgicas ocuparam mais uma vez o topo da ponta compradora do Ibovespa nesta sessão.

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Na ponta vendedora do Ibovespa, mais uma vez as varejistas foram destaque. O movimento tem sido reflexo da cautela do mercado em relação a crescente inflação doméstica, assim como as possíveis medidas que serão tomadas pelo governo a fim de frear o avanço expressivo dos preços.

Dentre as ações do setor de consumo e varejo, a Hypermarcas apareceu entre os piores desempenhos do Ibovespa no dia, após o Conselho de Administração da companhia ter aprovado a recompra de até 2,8% do próprio capital social em circulação – equivalente a 10 milhões de ações ordinárias -, sem implicar na redução de capital.

Resultados Corporativos
A temporada brasileira de resultados do quarto trimestre começa a ganhar corpo. Nesta manhã a Redecard anunciou a redução de 12,4% do Ebitda ajustado no 4T10 e recuo de e 13,4% do lucro líquido na comparação com o mesmo período de 2009. O Ebitda ajustado somou R$ 548,7 milhões no quarto trimestre do ano passado, enquanto o lucro líquido atingiu R$ 348,7 milhões no quarto trimestre. As ações responderam ao balanço com queda de 2,59%. A Cielo, concorrente da Redecard, que publica seus números no próximo dia 9, apareceu entre os destaques negativos do pregão.

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Outra blue chip a publicar resultado foi o Santander Brasil, que em 2010 contabilizou lucro líquido de R$ 7,382 bilhões, 34% superior a 2009, dentro do padrão contábil internacional IFRS. “O incremento no lucro líquido demonstra uma evolução favorável dos negócios comerciais e o esforço no controle de gastos”, ressaltou o banco. Suas units também fecharam em baixa, de 1,99%, nesta quinta.

Por fim, após a estreia, na véspera, dos papéis da Arezzo, nesta sessão foi a vez da Sonae Sierra dar início às suas negociações na BM&F Bovespa. No entanto, o resultado não é positivo no seu primeiro dia na bolsa, e a companhia, que teve suas ações precificadas abaixo do valor estipulado pelos coordenadores da oferta, assistiu os papéis SSBR3 se desvalorizarem 1,55%, para R$ 19,69.

Agenda
Nos Estados Unidos, além dos dados do mercado de trabalho, também foram destaque números da indústria do país. De acordo com dados divulgados pelo Departamento de Comércio dos EUA, o Factory Orders subiu 0,2% durante o mês de dezembro. O indicador, que mede o volume de encomendas à indústria norte-americana, registrou um resultado acima do esperado pelo mercado, que previa variação negativa de 0,6%. No mês anterior, o indicador registrou avanço de 1,3%, segundo dados revisados.

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Ainda por lá, o setor de serviços marcou desempenho acima do esperado pelo mercado no mês de janeiro. Os dados foram divulgados pelo ISM. O ISM Services ficou em 59,4 pontos na passagem de dezembro e janeiro, resultado superior às projeções de analistas, que estavam em torno de 57,0 pontos. O número também ficou acima dos 57,1 pontos auferidos na última medição.

Passando para a Europa, o dia também trouxe diversas referências, a começar pela decisão do BCE em manter inalterada a taxa básica de juros da Zona do Euro em 1,00% ao ano. Ainda, na mesma linha do BCE, o BoE anunciou mais cedo a manutenção da taxa de juros e do tamanho do programa de estímulo monetário, que seguem em 0,5% ao ano e £ 200 bilhões, repectivamente. Também no Velho Continente, o dia trouxe o PMI Composite, mostrando que o nível de atividade do setor privado na Zona do Euro avançou 1,5 ponto, ficando acima das projeções do mercado.

Dólar
O dólar comercial fechou em alta pelo segundo dia consecutivo nesta quinta-feira, ao subir 0,18% e terminar o dia cotado à R$ 1,67 na venda, refletindo o clima volátil nos mercados e as diversas referências econômicas, políticas e corporativas que deram o tom dos negócios nesta quinta-feira.

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Por aqui, o Banco Central manteve suas intervenções diárias, realizando dois leilões de compra à vista. A primeira operação, de acordo com o Depin (Departamento de Operações de Reservas Internacionais), ocorreu entre às 12h20 (horário de Brasília) e às 12h25, e teve taxa de corte aceita em R$ 1,6698. A segunda operação teve início às 15h47 e terminou às 15h52, com taxa de corte em R$ 1,6695.

Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam em alta. O contrato de juros de maior liquidez nesta quinta-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 12,82%, 0,07 ponto percentual acima do fechamento de quarta-feira.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,16% em relação ao fechamento anterior, a 134,95% do valor de face. Já o indicador de risco-País teve alta de quatro pontos-base em relação ao fechamento anterior, encerrando o dia em 165 pontos.