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SÃO PAULO – Os principais índices acionários dos EUA operam em queda nesta sexta-feira (11), com mercados atentos a desdobramentos da crise política no Egito, acerca da qual surgem novidades e rumores quase a cada instante.
Ademais, a sessão já conta com dados da balança comercial do mês de dezembro, bem como com a prévia da confiança do consumidor norte-americano segundo medições da Universidade de Michigan.
| %Var Dia | Pontos | %Var 30D | %Var Ano | |
|---|---|---|---|---|
| Nasdaq | -0,22 |
2.784 | +1,72 |
+4,96 |
| Dow Jones | -0,34 |
12.188 | +3,68 |
+5,27 |
| S&P 500 | -0,39 |
1.317 | +2,39 |
+4,70 |
Egito
As tensões políticas no Egito voltam ao foco após o presidente Hosni Mubarak ter confirmado que fica no cargo até as eleições de setembro, contrariando as expectativas de renúncia. Com isso, isso, milhares seguem nas ruas do Cairo, aumentando cada vez mais o coro pela saída do presidente, no poder desde 1981.
Contudo, segundo agências internacionais, Mubarak teria deixado o país com sua familía frente aos protestos para sua derrubada. Porém, há ainda grandes incertezas sobre a notícia, com certo desencontro de informações.
EUA continuam como porto seguro?
Segundo Mohamed El-Erian, CEO (Chief Executive Officer) da Pimco, uma análise mais ampla do contexto da crise e seus efeitos na economia dos EUA permite verificar a diferença de reações do mercado na comparação com outras crises políticas da região.
Para ele, caso as tensões no Egito tivessem eclodido em um outro momento, haveria um fluxo de capitais muito mais intenso em direção aos treasuries, como forma de proteção ao risco. O fato de isso não ter ocorrido pode ser um indício de que a economia norte-americana não seria mais considerada o porto seguro de antes.
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O déficit na balança comercial norte-americana aumentou no mês de dezembro em relação a novembro, além de ficar acima do esperado por analistas. O déficit comercial dos Estados Unidos passou de US$ 38,3 bilhões, nos dados revisados de novembro, para US$ 40,6 bilhões no décimo segundo mês de 2010, frente à previsão dos analistas de saldo negativo de US$ 40,4 bilhões.
Já prévia da confiança do consumidor norte-americano medida pela Universidade de Michigan foi menor do que a esperada em fevereiro, de acordo com dados divulgados.
Os números do Michigan Sentiment apontaram 75,1 pontos, resultado inferior às expectativas do mercado, que indicavam 75,5 pontos. Vale ressaltar que o indicador ficou acima da medição anterior, quando havia atingido 74,2 pontos.
O secretário do Tesouro norte-americano, Timothy Geithner, apresentou diversas propostas ao Congresso para tentar diminuir a dependência do mercado hipotecário do governo. Geithner ressaltou que as medidas devem ser tomadas de modo cauteloso para evitar ruídos na economia dos EUA.
No cenário corporativo, os impasses no mundo arábe acabam por refletir principalmente em ações de companhia petrolíferas. Logo após a abertura da sessão, as ações da Chevron recuam 0,40%, ExxonMobil -0,59% e Conoco Phillips -0,11%.
Enquanto isso, os ADRs (American Depositary Receipts) da BP, Repsol, Total e Shell seguem a mesma tendência, recuando, 0,67%, 1,47%, 1,07% e 1,65%, nessa ordem. As ações de todas a companhias citadas aprofundaram as perdas que já eram apontadas no pré-market.
Já a Nokia vê seus papéis em forte desvalorização no pregão, recuando 11,4928%. A queda se dá logo após a empresa anunciar uma parceria com a Microsoft (+0,58%). O acordo prevê que a Nokia irá abandorar seu sistema operacional para adotar o Windows em seus smartphones, fazendo frente à parceria Google e Apple.