Bolsas dos EUA operam sem tendência enquanto mercado avalia corte do Orçamento

Transição política no Egito e aquisições corporativas também são destaques no pregão; falência da Seahawk Drilling em foco

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SÃO PAULO – Após uma semana de ganhos, os principais índices acionários dos Estados Unidos operam com menos força, sem estabelecer uma tendência definida. O principal destaque fica com a proposta do presidente Barack Obama para reduzir o déficit orçamentário em US$ 1,1 trilhão nos próximos 10 anos, mas o processo de transição política no Egito e novidades corporativas também pesam sobre o humor do mercado. 

O índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, negocia em leve valorização de 0,28% e atinge 2.817 pontos. Também opera em leve alta de 0,12% o índice S&P 500, chegando a 1.331 pontos. Por outro lado, o Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, cai 0,08% a 12.264 pontos.

% Var Dia Pontos %Var 30D %Var Ano
 Nasdaq +0,28 2.817 +2,25 +6,20 
 S&P 500 +0,12 1.331 +2,90 +5,82 
 Dow Jones -0,08 12.264 +4,04 +5,93 

Orçamento
A proposta para o Orçamento norte-americano para o ano fiscal de 2012 ainda tem que passar pela aprovação do Congresso, mas o Governo dos EUA fará um corte no déficit fiscal do país no valor de US$ 1,1 trilhão no prazo de dez anos.

Este valor deverá levar o déficit fiscal do país a 3,2% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2015, comparando-se com os 10,9% deste ano. O processo será conduzido de forma que o déficit se elevará para US$ 1,64 trilhão em 2011, e cairá para US$ 1,10 trilhão em 2012, tendência de queda que continuará nos anos seguintes.

Para atingir esta meta, Obama propôs o corte de US$ 78 bilhões nos gastos militares em cinco anos, impulsionado pela retirada de tropas do Iraque, a qual também destacou uma redução de US$ 62 bilhões quanto aos gastos com a saúde nos próximos dez anos. O orçamento proposto pelo presidente soma US$ 3,73 trilhões para 2012. 

Exército pede que manifestantes egípcios retomem rotina
As Forças Armadas, que governam o Egito desde a renúncia do presidente Hosni Mubarak, pedem que os manifestantes e sindicatos cessem as greves e “assumam seu papel da melhor maneira possível”, segundo comunicado lido por um militar na televisão nesta segunda-feira.

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“Está claro que os investidores veem positivamente o processo de transição democrática no Egito”, afirmou o analista-chefe do Danske Bank, Lars Christensen. “A economia egípicia irá se recuperar relativamente rápido dos impactos dos eventos ocorridos nos últimos meses”, completa Christensen. Enquanto isso, o analistas do Barclays alertam que a população pode ir às ruas novamente, caso suas demandas sejam frustradas.

Cenário corporativo
Os papéis da Seahawk Drilling despencam quase 40% após a empresa declarar na última sexta-feira que irá pedir a falência e vender suas ações para a Hercules Offshore, cujas ações sobem 17,95%.

A MGM Resorts International também vê suas ações em queda, de 3,54%, após a companhia de cassinos ter divulgado um menor prejuízo no quarto trimestre na relação com o ano anterior. Apesar disso, as receitas no mesmo período ainda recuaram. 

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Os papéis do Wal Mart caem 1,2% após a maior varejista do mundo ter tido sua recomendação cortada pelo banco JP Morgan. A sugestão passou de overweight para neutra.

Segundo analistas do Bank of America, o JPMorgan poderá elevar a destribuição de dividendos além de ampliar a recompra de ações, em razão da forte posição financeira da instituição. Os papéis do JP Morgan sobem 0,11%.

Já a Procter & Gamble nomeou Meg Withman, antiga CEO (Chief Executive Officer) do Ebay, para compor o conselho de administração da empresa. No momento, as ações da empresa recuam 0,39%.

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Fusões e aquisições em foco
Por sua vez, as ações da General Electric avançam quase 1% no pregão, após a empresa ter anunciado que irá comprar a divisão britânica de energia da John Wood Group por US$ 2,8 bilhões.

Outra aquisição a despontar é a venda da Emergency Medical Services para a empresa de private equity Clayton Dubilier & Rice. Com isso, as ações Emergency Medical Services desvalorizam-se 10,91% até o momento.