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Ampliando os ganhos das últimas duas sessões, o Ibovespa fechou esta segunda-feira (14) em alta de 1,22%, aos 66.557 pontos, marcando um início de semana tranquilo para o mercado brasileiro, apesar do clima mais instável no front externo. O giro financeiro do pregão ficou em R$ 5,55 bilhões. O noticiário corporativo da sessão colocou grandes blue chips em destaque positivo, ajudando a dar ânimo ao índice brasileiro.
Em um dia de poucas referências na agenda, o relatório Focus do Banco Central apontou redução das projeções de crescimento do PIB brasileiro neste ano, de 4,60% para 4,50%, além de indicar também aumento na expectativa para os principais índices de preços.
Destaques do Pregão
Com dados positivos publicados na China, Vale e MMX subiram quase 2%. Além do salto de 43,9% no saldo do comércio exterior chinês em janeiro, as importações de minério de ferro pelo país alcançaram patamar recorde no último mês, ao apresentarem alta de 18,8%, para 68,97 milhões de toneladas.
A ponta compradora do índice foi novamente dominada por ações do setor imobiliário, com destaque para as ações da PDG Realty, da Rossi, da Cyrela e da Brookfield.
As ações da TIM, por outro lado, caíram 1% neste pregão, após o anúncio de um acordo entre a empresa e a Porto Seguro.
Balança comercial
Na cena interna, além do Relatório Focus, a balança comercial brasileira foi destaque ao mostrar superávit de US$ 548 milhões na segunda semana de fevereiro, com exportações de US$ 4,226 bilhões e importações da ordem de US$ 3,678 bilhões.
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Por fim, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, afirmou em reunião com empresários na sede da CNI nesta segunda que a balança comercial brasileira deve terminar o ano positiva em R$ 10 bilhões.
Ainda de acordo com o ministro, a segunda edição da Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP), com medidas para direcionar os rumos da atividade produtiva no longo prazo, será lançada até meados de março. Pimentel se limitou a sinalizar que as ações deverão procurar a inovação tecnológica e uma maior qualificação da mão-de-obra.
Dólar
O dólar comercial terminou a segunda-feira em alta de 0,12%, estando cotado na venda em R$ 1,669. O Banco Central realizou novas intervenções diárias e comprou dólares tanto à vista quanto no mercado a termo. A divulgação do relatório Focus e da balança comercial movimentou o dia, assim como conversas entre o governo e a indústria, a fim de aumentar o comércio exterior.
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O BC manteve suas intervenções diárias, realizando dois leilões de compra no mercado à vista nesta sessão. A primeira operação ocorreu entre 12h11 e 12h16 (horário de Brasília), com taxa de corte aceita em R$ 1,6685. A segunda operação teve início às 15h40 e terminou às 15h45, com taxa de corte em R$ 1,668.
O Banco Central ainda realizou dois leilões para compra de dólares no mercado a termo de câmbio, desta vez, não avisando com antecedência sobre a operação, alterando o procedimento que havia adotado com os leilões de contratos de swap cambial reverso anteriormente.
A primeira operação tem liquidação em 23 de fevereiro e taxa de corte de R$ 1,6716, tendo sido realizada às 11h34 e terminando às 11h39. Já na operação com liquidação para 9 de março, realizada às 12h03 e terminando às 12h08, a taxa de corte foi estipulada em R$ 1,6756.
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Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam em alta, com oscilações mais fortes no longo prazo. O contrato de juros de maior liquidez nesta segunda-feira, com vencimento em janeiro de 2012, registrou uma taxa de 12,43%, 0,09 ponto percentual acima do fechamento de sexta-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,11% em relação ao fechamento anterior, a 133,50% do valor de face.
Já o indicador de risco-País teve variação negativa de dois pontos-base em relação ao fechamento anterior, encerrando o dia em 176 pontos.