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SÃO PAULO – O indicador de risco-País encerrou a sessão dessa segunda-feira (14) em queda de dois pontos-base, aos 176 pontos. O movimento do indicador se deu em linha com o clima positivo no mercado brasileiro, apesar de certa instabilidade no front externo.
Por aqui, além do Relatório Focus, a balança comercial brasileira foi destaque ao mostrar superávit de US$ 548 milhões na segunda semana de fevereiro, com exportações de US$ 4,226 bilhões e importações da ordem de US$ 3,678 bilhões.
“O saldo é positivo, mas ele está em queda. Nós perdemos muito em saldo. Eu acho que este ano vai ser positivo ainda. Tenho esperança de que seja ainda pelo menos na casa dos 10 bilhões de dólares ou mais”, afirmou o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel. O ministro também acenou com a possibilidade de um estímulo à competitividade do produto nacional e da defesa comercial, contra ataques que fogem das regras da OMC (Organização Mundial do Comércio).
Agenda dos EUA
A Casa Branca anunciou um projeto para reduzir o orçamento do governo em 2% no exercício de 2012, para US$ 3,72 trilhões. No ano, o déficit chegaria a 7% do PIB (Produto Interno Bruto), ou a US$ 1,1 trilhão de dólares. Em 2011, funcionários do alto escalão do governo preveem um recorde de US$ 1,645 trilhão de dólares, equivalente a 10,9% do PIB.
Em 10 anos, o governo deseja cortar gastos de US$ 1,1 trilhão, disse o diretor de orçamento da Casa Branca, Jacob Lew. Para isso, os gastos do Pentágono nos próximos cinco anos também serão cortados, assim como os salários do funcionalismo serão congelados em 2012.
Global 40
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou em queda de 0,11% na noite desta segunda-feira, cotado a 133,50 centavos de dólar.
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Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 176 pontos-base.
O que é o risco-País?
Como cada governo que emite papéis no mercado externo em geral tem mais do que um título no mercado, o banco norte-americano JP Morgan decidiu criar um índice que pudesse combinar todos estes papéis e obter um indicador único, que pudesse ser usado como uma medida de risco global.
Com isso, o JP Morgan criou, no final de 1993, o Embi+ (Emerging Markets Bond Index Plus), ou Índice de Bonds de Países Emergentes, que mede o desempenho de uma vasta carteira de países. Todos os países incluídos são emergentes, excluindo aqueles de risco menor, como muitos dos países da Europa, Ásia e América do Norte.
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Além deste índice genérico, o banco criou também um índice para cada país, incluindo apenas títulos do país em questão. Com isso, o JP Morgan criou uma medida de risco-país, que, no caso do Brasil, é medido pelo Embi+ Brasil.