Bolsas dos EUA em baixa, pressionadas por decepção com indicadores

Sessão amplia perdas após divulgação de números da índustria e varejo piores do que esperado

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SÃO PAULO – Os principais índices acionários dos EUA apontam baixa nesta terça-feira (15), em sessão marcada por indicadores piores do que o esperado em diversos setores, intensas movimentações no front comporativo e ainda a divulgação resultados de peso na Europa. 

   %Var Dia   Pontos   %Var 30D   %Var Ano 
 Nasdaq -0,33 2.808 +1,91 +5,85 
 S&P 500 -0,33 1.328 +2,68 +5,59 
 Dow Jones -0,37 12.222 +3,69 +5,57 

Varejo decepciona
O volume das vendas ao mercado varejista norte-americano subiu 0,3% durante o mês de janeiro, apontou estudo publicado pelo Departamento de Comércio dos Estados Unidos.

O indicador ficou abaixo das expectativas dos analistas, que projetavam uma alta de 0,5% no período. Vale lembrar que, durante o mês de dezembro, o volume avançara 0,5%. 

Já Retail Sales ex-Auto, que exclui o item Automóveis, cujas vendas são consideradas muito voláteis, registrou alta de 0,3%, abaixo dos 0,6% esperados pelo mercado. No mês de dezembro, o índice apontara alta de 0,3%, de acordo com os dados revisados.

Atividade indutrial fica aquém das expectativas
O indicador da atividade industrial na região de Nova York avançou em fevereiro ao registrar 15,43 pontos positivos, segundo dados divulgados pelo Federal Reserve Bank de Nova York. 

O NY Empire State Index apontou alta sobre o valor apurado anteriormente (11,92 pontos, conforme os dados já revisados). Contudo, o desempenho no mês em questão foi inferior às expectativas de mercado, que estavam em 15,5 pontos.

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Comércio exterior
Ademais, o mercado já recebeu nesta manhã os dados de janeiro dos preços de importação e exportação, que apontaram alta de 0,8% e 0,9%, respectivamente.

Já o Treasury Capital, que mensura a demanda estrangeira por títulos e ativos norte-americanos recuou de US$ 85,1 bilhões na medição anterior para US$ 65,9 bilhões na atual.

Mais tarde, será a vez do Business Inventories, que aponta o nível dos estoques nas empresas dos EUA e que segundo projeções do mercado, deve registrar avanço de 0,6%.

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Cenário corporativo
A Fedex por sua vez cortou as previsões de ganhos do último trimestre, atribuindo a alteração à nevascas que atingem o nordeste do país.

Agora, a expectativa é de que a empresa reporte lucro por ação de US$ 0,70, abaixo dos US$ 0,90 estimados anteriormente.
Entretando, as ações da empresa avançam 1,98% , recuperando as perdas do último pregão, quando os ativos desvalorizam-se 1,50%.

Os papéis da Agilent Technologies valorizam-se 1,7%, chegando à cotação de 45,53. A alta ocorre após a companhia aumentar o guidance do ano de 2011, passando a prever lucro por ação de US$ 2,63, deixando para trás os US$ 2,51 estimados por analistas de mercado

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Resultados de Danone e Barlcays surpreendem
Já o resultado da fabricante francesa de alimentos Danone, que tem seus ADRs (American Depositary Receipts) negociados em Nova York, expansão anual de 14% nas vendas durante o último trimestre de 2010, batendo as projeções de mercado. 

Outro resultado europeu a repercutir em Wall Street é do Barclays, que ao ter acumulado lucro antes de impostos no valor de £ 6,1 bilhões, surpreendeu positivamente o mercado, contribuindo para que seus ADRs avançem 6,26% na sessão.

Dentro dos EUA, os números da Dell são os mais esperados da sessão, porém, a divulgação só ocorrerá após o fechamento do pregão. Analistas preveem que a empresa tenha obtido lucro de US$ 0,37 por ação, superando os US$ 0,28 por papel registrado nos últimos meses de 2009. Enquanto investidores aguardam, as ações da Dell são negociadas com ligeira valorização, de 1,77%, cotadas a US$ 14,11.