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Devolvendo parte das altas das últimas três sessões, o Ibovespa fechou esta terça-feira em baixa de 0,32%, aos 66.341 pontos. O volume financeiro do pregão ficou em R$ 6,48 bilhões. O dia foi marcado pelo clima instável, com o principal índice da bolsa brasileira atingindo máxima de 66.860 pontos no intraday, avanço de 0,45%.
Com a agenda norte-americana repleta de referências, os números do varejo e da atividade industrial vieram um pouco abaixo das expectativas, dando força ao movimento de baixa dos principais mercados.
Por aqui a agenda econômica colocou em evidência o desempenho do varejo brasileiro, que bateu recorde em 2010. Ainda no Brasil, as discussões sobre o salário mínimo continuam.
Destaques do Pregão
Outro destaque do noticiário interno ficou com a intenção da Bats Global Markets e da Claritas Investimentos de criar uma nova plataforma para negociações de ações no Brasil. As ações da BM&F Bovespa reagiram com queda de mais de 4%, figurando na ponta vendedora do Ibovespa.
Por outro lado, o melhor desempenho ficou com os papéis da MMX. Os investidores repercutem positivamente o fato do presidente da companhia, Roger Downey, ter afirmado que recebeu três ofertas de empréstimo no valor total de US$ 800 milhões, de modo a financiar o projeto de Serra Azul. Além disso, Santander e Barclays soltaram relatórios analisando a queda recente acumulada pela ação como oportunidade de compra.
Agenda
Por aqui, as vendas do comércio varejista registraram crescimento recorde ao longo do ano passado, de acordo com a Pesquisa Mensal do Comércio, divulgada pelo IBGE. Segundo o estudo, o aumento das comercializações em 2010 foi de 10,9% frente ao ano anterior, ratificando o maior resultado da série, iniciada em 2001.
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Nos EUA, destaque para o desempenho em linha com o esperado do setor industrial de Nova York e para as vendas ao varejo em janeiro. O comércio norte-americano registrou alta de 0,3%, um pouco abaixo das estimativas do mercado (+0,5%). Por fim, os estoques das empresas também foram divulgados, superando as estimativas do mercado (+0,6%), ao registrar um avanço de 0,8% no mês de dezembro. A combinação de vendas desacelerando e estoques em alta sugere um desaquecimento do consumo.
No cenário europeu, na Alemanha foi divulgado que o PIB do país cresceu 0,4% no último trimestre do ano passado, abaixo das expectativas do mercado. Na mesma linha, o PIB da Zona do Euro, também no quarto trimestre de 2010, registrou um crescimento de 0,3% na passagem trimestral, enquanto o consenso do mercado apontava para crescimento de 0,4%.
Passando para a Ásia, destaque para o índice de preços ao consumidor chinês, que registrou elevação de 4,9% em janeiro, comparando-se ao mesmo período do ano anterior. Apesar de ser o maior valor para janeiro em ao menos seis anos, o salto foi menor que o projetado por analistas.
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Os anúncios do BoJ também ficaram destaque, com a autoridade tendo melhorado a avaliação da economia do país. A análise foi conhecida no mesmo dia em que a autoridade monetária manteve, por unanimidade, a taxa de juro entre 0% e 0,1%, como era esperado.
Dólar
O dólar comercial fechou em leve alta de 0,06% nesta terça-feira, sendo cotado a R$ 1,67 na venda, entre uma agenda econômica carregada no front externo e influenciado por dois novos leilões do Banco Central.
O BC manteve suas intervenções diárias, realizando dois leilões de compra no mercado à vista nesta sessão. A primeira operação ocorreu entre 12h09 e 12h14 (horário de Brasília), com taxa de corte em R$ 1,6672. A segunda operação teve início às 15h50 e terminou às 15h55, ante taxa de corte de R$ 1,6695.
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Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam com viés de baixa no longo prazo, embora contratos de vencimento próximo tenham encerrado sem tendência definida. O contrato de juros de maior liquidez nesta terça-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 12,82%, 0,06 ponto percentual abaixo do fechamento de segunda-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,07% em relação ao fechamento anterior, a 133,60% do valor de face.
Já o indicador de risco-País teve variação positiva de três pontos-base em relação ao fechamento anterior, encerrando o dia em 178 pontos.