Resumo Diário

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O recuo da produção industrial nos EUA não foi suficiente para impedir o avanço dos principais mercados internacionais nesta quarta-feira, de olho em outras referências da economia norte-americana. Acompanhando este movimento, o Ibovespa fechou em alta de 1,85%, aos 67.570 pontos – seu maior patamar desde o dia 1º deste mês. O giro financeiro do pregão ficou em R$ 11,94 bilhões.

É importante destacar que além da agenda carregada nos EUA e dos dados de inflação divulgados por aqui, o investidor também ajustou suas posições levando em conta o vencimento dos contratos futuros do Ibovespa e também das opções sobre o índice, que ocorreram nesta quarta-feira na BM&F Bovespa.

Na última hora de negociação, o mercado também ganhou ânimo após a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve, realizada nos dias 25 e 26 de janeiro. O documento mostrou que os membros do comitê estão mais confiantes em uma retomada da economia norte-americana, com alguns deles vendo a possibilibade de ajustes no programa de US$ 600 bilhões em compras de títulos aprovado pelo banco central dos Estados Unidos no final de 2010.

Além disso, houve avanço nas projeções do Federal Reserve para o PIB dos Estados Unidos neste ano. A nova perspectiva da autoridade monetária norte-americana é de um avanço econômico entre 3,4% e 3,9% em 2011, frente a expectativa anterior de alta entre 3,0% e 3,6%.

Destaques do Pregão
Entre as maiores altas do Ibovespa no pregão, destaque para as ações da OGX Petróleo. A EBX, controladora da petrolífera, anunciou um acordo com a GE na última terça-feira que prevê o compartilhamento de informações relativas a tecnologias e produtos relevantes para as prioridades empresariais de longo prazo do grupo, incluindo dados tecnológicos da rede de centros de P&D da GE.

A Brasil Ecodiesel também aparece na ponta compradora. Allan Kardec, diretor da ANP disse na noite passada que o percentual de biodiesel no óleo diesel mineral pode ser elevado no ano que vem. Atualmente, o óleo diesel vendido no país recebe a adição de 5% de biodiesel.

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Quem liderou a ponta compradora do índice nesta quarta-feira foi a MMX, com avanço próximo a 6%. Na véspera, as ações da mineradora já haviam sido o principal destaque positivo do Ibovespa, após o presidente da companhia, Roger Downey, afirmar ter recebido três ofertas de empréstimo no valor total de US$ 800 milhões para financiar o projeto de Serra Azul.

Outra ação do índice com bom desempenho foi a Souza Cruz. Na noite passada a companhia reportou seu resultado, com queda de 2,4% no lucro líquido de 2010, para R$ 1,45 bilhão, e de 4,7% da receita líquida de vendas, que alcançou R$ 5,52 bilhões.

A Telesp, empresa que divulgou pela manhã seu resultado do 4T10, também teve um pregão de fortes ganhos. Entre outubro e dezembro a companhia contabilizou lucro de R$ 622,7 milhões. Por outro lado, o Ebitda registrou recuo na comparação com o quarto trimestre de 2009. O mercado também repercute o anúncio da OPA da Vivo pela Telesp.

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Já na ponta negativa do índice aparecem os papéis da Usiminas, em meio a análises de que o prêmio entre as ações ordinárias e preferenciais classe A da Usiminas parece excessivo.

Os resultados do 4T10 da Fibria pesaram sobre o desempenho da ação, que não acompanhou o clima positivo do mercado e encerrou com queda de 0,04%. 

Fora do índice, o PanAmericano voltou às manchetes após a confirmação do rombo de R$ 4,3 bilhões e divulgação de balanço revelando um prejuízo líquido de R$ 133,6 milhões em dezembro de 2010. As ações do banco operaram em queda a maior parte do pregão, mas se recuperaram no fim do dia e fecharam estáveis.

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Outra ação fora do Ibovespa no radar no mercado neste pregão foi a INEP4, ação preferencial da Inepar. Os papéis subiram forte após a empresa anunciar de que sua joint venture com a multinacional austríaca Andritz – a Andritz Hydro Inepar – fornecerá R$ 1,022 bilhão em equipamentos à usina hidrelétrica de Belo Monte.

Agenda Interna
No Brasil, a agenda dá destaque para os dados de inflação. Publicado pela FGV, o IGP-10 registrou inflação de 1,03% em fevereiro, 0,54 ponto percentual maior que o apurado em janeiro. Já o IPC-S, também reportado pela FGV, marcou variação positiva de 0,82% nos preços na sua medição da segunda quadrissemana deste mês, taxa 0,34 ponto percentual inferior à vista na medição anterior.

A Fipe divulgou ainda que o IPC-Fipe registrou aumento da inflação na segunda prévia de fevereiro, com alta nos preços de 0,95%, taxa 0,09 ponto percentual acima da variação apresentada no mesmo período do mês anterior.

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Além disso, o Banco Central divulgou o IBC-Br, que apresenta a trajetória das variáveis consideradas essenciais para o desempenho de três setores da economia: agropecuária, indústria e serviços. O índice mostrou baixa de 1,95%, sem ajuste sazonal, na passagem de novembro para dezembro. No entanto, de acordo com a leitura dessazonalizada, o indicador mostrou alta de 0,07%.

Fechando a agenda do dia, houve ainda a divulgação do fluxo cambial de fevereiro até a última sexta-feira. No período, o movimento de entrada e saída de divisa estrangeira no País registrou superávit de US$ 2,546 bilhões, enquanto na primeira semana era de apenas US$ 39 milhões. O resultado expressivo deve-se à conta financeira, qual apresentou entrada líquida de US$ 3,262 bilhões.

Indicadores dos EUA
O Federal Reserve divulgou pela manhã o Industrial Production, que mostrou recuo de 0,1% na atividade industrial norte-americana em janeiro, contrariando as projeções de avanço de 0,6%. O resultado de dezembro, no entanto, foi revisado de expansão de 0,8% para +1,2%. Já a capacidade utilizada recuou de 76,2% para 76,1% em janeiro, enquanto as estimativas sinalizavam avanço para 76,4%.

Já em relação à inflação, o indicador de preços pagos a fábricas, agricultores e produtores em geral, que é análogo no Brasil ao índice de preços no atacado, registrou alta de 0,8% no mês passado, um pouco acima das expectativas do mercado, 0,7%, mas aquém do registrado em dezembro, quando a alta dos preços ao produtor nos EUA foi de 0,9%.

Os números do mercado imobiliário, por sua vez, mostraram tendência distinta. O número de casas em início de construção nos EUA teve melhora em janeiro, superando em 56 mil o número esperado para janeiro. Em contrapartida, a quantidade de autorizações para construções caiu mais do que se esperava na passagem de dezembro para janeiro.

Dólar
O dólar comercial terminou a quarta-feira em alta de 0,12%, cotado a R$ 1,672 na venda, repercutindo o fluxo cambial da última semana, como indicadores econômicos publicados no Brasil. Além disso, o Banco Central realizou dois novos leilões de compra no mercado à vista.

A primeira operação organizada pela autoridade monetária ocorreu entre 12h20 e 12h25, com taxa de corte em R$ 1,6699. A segunda operação teve início às 15h50 e terminou às 15h55, ante taxa de corte de R$ 1,6715.

Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam em sem tendência definida no curto prazo, enquanto as taxas dos contratos de vencimento mais distante terminaram o dia com queda na BM&F. O contrato de juros de maior liquidez nesta quarta-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 12,73%, 0,10 ponto percentual abaixo do fechamento de terça-feira.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou estável em relação ao fechamento anterior, a 133,60% do valor de face.

Já o indicador de risco-País teve variação negativa de quatro pontos-base em relação ao fechamento anterior, encerrando o dia em 173 pontos.