Resumo Diário

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Puxado pelo avanço de grandes blue chips, como Petrobras e Vale, o Ibovespa encerrou a sessão desta quarta-feira em alta de 0,71%, aos 66.910 pontos, devolvendo parte das perdas auferidas desde o início da semana. O movimento do índice se deu na contramão dos principais mercados internacionais, ainda pressionados pela intensificação das manifestações populares na Líbia e a retaliação agressiva do governo do país. O giro financeiro do pregão ficou em R$ 9,37 bilhões, maior volume registrado em 2011.

Em Wall Street, mesmo com o indicador sobre o setor imobiliário acima do esperado, a continuidade dos protestos no mundo árabe, a contínua elevação do preço do barril de petróleo e o resultado da Hewlett Packard comandaram os humores do mercado nesta quarta-feira. Por aqui, os investidores seguiram avaliando novos números sobre a inflação, que apontaram redução do ritmo de aumento dos preços, bem como resultados corporativos de peso, como os da GOL e da Usiminas.

Destaques do Pregão
Entre os destaques positivos do pregão, as ações ordinárias da Petrobras se beneficiaram da alta do petróleo nos mercados internacionais. Os papéis também refletem os dados de produção revelados pela petrolífera na última terça-feira. Outra petrolífera do índice, a OGX, também aparece entre os destaques positivos.

 As companhias aéreas, por sua vez, foram destaque de queda. GOL e TAM registraram desvalorizações de 4,78% e 3,87%, respectivamente. Além da valorização do petróleo, um dos principais componentes de custo para empresas do setor, o mercado repercutiu também o resultado do 4T10 da GOL, divulgado na noite passada. 

Quem liderou a ponta vendedora do índice foi a Usiminas, que divulgou seus números trimestrais nesta manhã.

Agenda
Por aqui, foram divulgados dois indicadores de inflação, sendo que o IPC-Fipe registrou um menor ritmo de aumento dos preços na terceira prévia de fevereiro com variação de 0,70%, 0,33 ponto percentual menor que a registrada no mesmo período do mês anterior.

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Na mesma linha, o IPC-S registrou desaceleração da inflação na terceira semana de fevereiro ao marcar alta nos preços de 0,61%, taxa 0,21 ponto percentual inferior àquela vista na medição anterior. Esta é a menor taxa registrada desde a última semana de outubro do ano passado.

Além disso, as intervenções do governo no mercado de câmbio colaboraram para o aumento das reservas internacionais do Banco Central, que até a última sexta-feira eram de US$ 303,408 bilhões. No mês, o fluxo comercial tem saldo negativo de US$ 569 milhões. Já o fluxo financeiro tem superávit de US$ 4,115 bilhões, colaborando para o resultado geral positivo de US$ 3,546 bilhões.

Cenário externo
Nos EUA, o número de vendas de casas usadas ficou acima das expectativas em janeiro. O Existing Home Sales mostrou que as vendas anualizadas registradas no período atingiram o patamar de 5,36 milhões de casas, número superior às estimativas do mercado, de 5,23 milhões.

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Na Europa, a Eurostat, agência oficial de estatísticas da União Europeia, divulgou o número de novos pedidos à indústria na Zona do Euro em dezembro. Na passagem mensal, foi registrado um aumento de 2,1% dos novos pedidos feitos na região. 

Líbia
Os conflitos na Líbia continuam ganhando força, com o chefe de estado, Muammar Ghadaffi, afirmando que lutará contra os rebeldes e usará a força militar para frear os protestos. Entretanto, o ditador, que governa o país há 40 anos, não possui apoio completo das tropas e de líderes, tendo alguns destes, inclusive, abandonado seus postos para se juntar aos rebeldes.

A crise na região fez com que grandes petrolíferas do mundo paralisassem suas produções de petróleo gerando preocupações com relação à oferta do produto. O país possuí a quarta maior reserva comprovada no país africano.

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Dólar
Depois de quatro intervenções do Banco Central, o dólar comercial encerrou esta quarta-feira em alta de 0,12%, a R$ 1,675 na venda, atingindo sua maior cotação desde 7 de fevereiro. O BC voltou a realizar duas operações de compra no mercado à vista, sendo a primeira entre 11h45 (horário de Brasília) e 11h50, ante taxa de corte em R$ 1,6720. A segunda operação teve início às 15h42 e término 15h47. A taxa de corte foi de R$ 1,6755.

A autoridade monetária também promoveu intervenções no mercado a termo, também realizando dois leilões. A primeira delas, com liquidação prevista para 9 de março, teve taxa de corte em R$ 1,6750 e ocorreu entre 11h29 e 11h34. A segunda operação, com vencimento em 16 de março, iniciou logo após, às 11h37, com término às 11h42. A taxa de corte foi de R$ 1,6768.

Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, as taxas dos principais contratos fecharam em alta. O contrato de juros de maior liquidez nesta quarta-feira, com vencimento em março de 2011, registrou uma taxa de 11,16%, 0,01 ponto percentual acima do fechamento de terça-feira.

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No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em baixa de 0,41% em relação ao fechamento anterior, a 134,00% do valor de face.

Já o indicador de risco-País teve variação positiva de cinco pontos-base em relação ao fechamento anterior, encerrando o dia em 185 pontos.