Mesmo com IFRS, Cemig mantém projeções e política de dividendos

Executivo demonstra preocupação com possíveis mudanças na legislação tributária; companhias brasileiras têm influência reduzida

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SÃO PAULO – Em apresentação realizada nesta quinta-feira (24), executivos da Cemig (CMIG3) afirmaram que não haverá alterações significativas nas projeções de geração de caixa e outros resultados da companhia, em razão a adoção do padrão contábil IFRS (International Financial Reporting Standards).

Luiz Fernando Rolla, diretor de relações com investidores da companhia, afirmou ainda que as estratégias estão preservadas, seguindo de acordo com os interesses dos acionistas.

Política de dividendos
Quanto à política de dividendos, um dos principais atrativos do setor, o executivo lembra que de acordo com seu estatuto, a empresa fica obrigada a distribuir ao menos 50% do lucro líquido aos acionistas.

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Caso haja alguma alteração significativa, o que segundo ele não é esperado, a empresa promete dar uma atenção especial às notas explicativas.

Ainda sobre o assunto, o diretor reiterou que os R$ 900 milhões distribuídos como dividendos extraordinários em dezembro do ano passado não foram feitos como adiantamento de dividendos, conforme “algumas pessoas haviam questionado”, afirmou Rolla.

Dessa forma, o executivo afirma que não haverá impactos na distribuição de dividendos referentes ao último trimestre de 2010, sem qualquer valor a ser abatido.

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Impostos preocupam
O pagamento de impostos foi classificado como maior motivo de preocupação da Cemig, uma vez que ainda não está claro se a Receita Federal modificará normas de recolhimento em razão da mudança do sistema contábil.

Apesar do órgão afirmar que não pretende implantar mudanças, não há qualquer garantia formal e, consequentemente, a Receita pode alterar as regras quando e como julgar conveniente.

Relação com IASB
Em uma perspectiva mais ampla Leonardo Jorge de Magalhães, superintendente de controladoria, afirmou que daqui pra frente ficará mais difícil para as companhias brasileiras verem suas demandas atendidas pelo órgão regulador, agora o IASB (International Accounting Standards Board), uma vez que a entidade terá que ser responsável pela adaptação das normas do IFRS às peculiaridades de cada um dos países membros.