Publicidade
SÃO PAULO – Com o recente cenário macroeconômico em pauta, muitos são os palpites sobre qual será a evolução de cada variável, a curto e longo prazo. Sendo assim, é comum que haja uma assimetria de informação no mercado, o que pode dificultar a vida do investidor. Para diminuir o problema, o Gerin (Departamento de Relacionamento com Investidores e Estudos Especiais) realizou uma pesquisa junto aos participantes do Sistema Expectativas de Mercado para entender quais as hipóteses relevantes na construção do cenário de inflação.
A pesquisa foi composta por cinco perguntas, abordando temas como taxa de juros, superávit primário do setor público, variação no preço das commodities, investimentos e crescimento da economia brasileira.
Perguntas
A primeira pergunta lançada aos participantes abordou o impacto de um aumento na taxa de juros no combate à inflação. Quando perguntados sobre que variação da taxa Selic causaria impacto sobre a inflação equivalente ao causado pelo conjunto de ações macroprudenciais do Banco Central, a média das respostas ficou em 80,1 pontos básicos, com mediana de 75 pontos básicos.
Os participantes também lançaram suas opiniões sobre qual seria o superávit primário do setor público não financeiro para 2011 e 2012, sem ajustes, em relação ao PIB (Produto Interno Bruto). A média das respostas apontou para um superávit de 2,7% do PIB para 2011, mesmo valor da mediana das respostas. Já para 2012 houve uma pequena diferença nos números: a média das respostas mostrou um superávit de 2,8% do PIB, já a mediana ficou em 2,9%.
A terceira pergunta pretendia que os entrevistados estimassem a variação dos preços das commodities em 2011, em reais. A média das respostas indicou 14,8% de crescimento para os preços, enquanto a mediana ficou sensivelmente acima, registrando 15% de crescimento.
Adicionalmente, os participantes também lançaram suas estimativas para a taxa de crescimento potencial da economia brasileira. A mediana e a média das respostas foram muito próximas, sendo que a primeira apontou 4,5% de crescimento, enquanto a última, 4,4%.
Continua depois da publicidade
Por fim, a última questão pedia aos entrevistados que estimassem a taxa de investimento condizente com um crescimento potencial de 5,5%. Novamente, a média e a mediana apresentaram valores muito semelhantes, com a primeira apontando uma taxa de 23,9% do PIB, enquanto a segunda mostrou uma taxa de 24%.