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SÃO PAULO – Depois de marcar o maior nível de crescimento em receitas e Ebitda (geração operacional de caixa) no ano, além de um lucro líquido recorde, a Vivo (VIVO4) arrancou elogios de analistas. Com isso, na visão do Barclays, o anúncio de distribuição de dividendos foi uma grata surpresa que, além de superar com folga as estimativas, veio na contramão da queda do repasse de proventos promovido pela concorrência.
Os analistas James Rivett, Alexandre Garcia e Alejandro Gallostra, do Citigroup, também receberam com otimismo o novo repasse de lucro aos acionistas. “Como esperado, os resultados do quarto trimestre de 2010 foram fortes e podem levar a um aumento de 3% do Ebitda avaliado pelo consenso de mercado, o que, combinado com o dividend yield de 10% anunciado, pode ser visto como muito positivo”, diz o trio em relatório.
O Conselho da Vivo anunciou nesta quinta-feira (24) a distribuição de R$ 5,73 em dividendos por cada ação, bastante acima das projeções de R$ 2,97 do Barclays. O movimento aconteceu após a empresa reportar lucros de R$ 864,2 milhões no quarto trimestre de 2010, um avanço de 325,1% sobre o mesmo período de 2009 e de 115,7% sobre o resultado acumulado de 2009.
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A Link Investimentos destaca que o crescimento na base de assinantes, a redução de despesas administrativas e a melhor performance financeira foram os principais responsáveis por garantir o forte faturamento do período. A Vivo superou tanto as projeções de crescimento de assinantes quanto a receita, Ebitda, margem Ebitda e lucro líquido projetados pela corretora.
“O destaque para a companhia na comparação com outros players de mercado é a maior participação em receita de dados e serviços de valor agregado, o mix diferenciado de clientes (com maior porcentagem de clientes pós-pago) e foco em investimentos nas redes 3G”, diz a analista Maria Tereza Azevedo em relatório da Link.
Principal driver ainda é a aquisição da empresa pela Telefónica
Mesmo com resultados tão positivos, a visão do papel continua a ser balizada pelo negócio de fusão entre a Vivo e a Telesp, proposto pela Telefónica, dizem os analistas do Citigroup e da Link Investimentos. Os analistas do Citi admitem a preocupação com o movimento, que pode acontecer já no primeiro semestre de 2011.
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Por sua vez, a corretora avalia que o negócio pode ofuscar os fundamentos do resultado no curto prazo. A integração segue como principal motor para a valorização dos papéis da Vivo. Isso porque os ganhos de sinergia e escala da união de operações podem chegar a € 4 bilhões, enquanto a liquidez e as margens operacionais teriam significativas melhoras tanto em telefonia fixa como móvel.
“Com múltiplo EV/Ebitda abaixo de pares internacionais, com menor crescimento, entendemos que a Telefónica-Vivo poderá ser uma das mais interessantes opções de investimentos do setor”, diz Maria Tereza Azevedo, da Link.