Publicidade
SÃO PAULO – Com recordes na receita, lucro e margem operacional, lucro líquido, geração de caixa e investimento, a Vale (VALE3, VALE5) renovou no quarto trimestre de 2010 seu melhor resultado financeiro da história. Divulgado na noite desta quinta-feira (24), o balanço trouxe fortes números operacionais, com o impacto positivo de R$ 2,206 bilhões do maior volume de vendas superando o efeito negativo em R$ 1,139 bilhão dos menores preços de vendas em comparação com o terceiro trimestre do ano.
Cravando a melhor performance anual na história da Vale, os embarques de minério de ferro e pelotas alcançaram 297,251 milhões de toneladas (Mt), superando o recorde anterior de 295,148 milhões de toneladas, visto em 2008, graças ao maior embarque de pelotas (50,244 Mt em 2010, contra 41,553 Mt em 2008), conseguindo assim renovar sua marca histórica. Ao contrário do minério de ferro, que ficou 2,6% abaixo do recorde de 2008.
Olhando apenas no quarto trimestre, os embarques somaram 81,874 milhões de toneladas, superando tanto o montante visto no mesmo período do ano anterior (69,818 Mt) quanto o do terceiro trimestre de 2010 (78,548 Mt).
Continua depois da publicidade
Embora não tenha batido o recorde de volume, o minério de ferro conseguiu superar de longe sua máxima em receita gerada com vendas, atingindo um total de R$ 45,919 bilhões de 2010, 46% maior do montante acumulado em 2008, “como consequência de preços mais elevados”. Já a receita de pelotas ficou 44,8% acima do recorde anterior, acumulando R$ 14,205 bilhões. No entanto, a receita com minério de ferro e pelotas acumulada apenas entre outubro e dezembro mostrou queda de 5,3% em relação ao terceiro trimestre de 2010, refletindo os melhores preços de venda no período anterior.
“A performance dos preços de minério de ferro e pelotas durante o ano refletiu o desequilíbrio entre a demanda e oferta global, o que foi o principal motivo do aumento significativo da receita”, diz a Vale em seu relatório, ressaltando ainda o novo sistema de preços do minério de ferro, que tem trazido muitos benefícios aos participantes do mercado, “incluindo flexibilidade, eficiência no processo de descoberta do preço, transparência e premiando a qualidade, marca de nossos produtos”.
Bulk materials são destaque
Se destacando mais uma vez, as vendas do segmento de Bulk Materials – composto por minério de ferro, pelotas, minério de manganês, ferro ligas, carvão metalúrgico e térmico – representou 73,4% da receita operacional da Vale em 2010, uma alta significativa em relação aos 62,7% vistos ao final de 2009.
Continua depois da publicidade
Por outro lado, a participação de metais base diminuiu de 26,9% para 17,0% na mesma base comparativa, refletindo principalmente a greve nas minas da Vale no Canadá, que começou em agosto de 2009 e só teve um desfecho definitivo em janeiro desse ano. Os fertilizantes, por sua vez, mais do que dobraram sua participação nas receitas, indo de 1,6% para 3,7% entre 2009 e 2010. Os serviços de logística responderam por 3,8%, enquanto que outros produtos ficaram com uma fatia de 2,0%.
| Participação na receita operacional da Vale em 2010 | |
|---|---|
| Principais minerais | % |
| Minério de ferro | 53,2 |
| Pelotas | 16,6 |
| Manganês | 0,5 |
| Níquel | 7,8 |
| Cobre | 3,3 |
| Ferro ligas | 1,3 |
| Alumínio primário | 2,1 |
| Carvão térmico | 0,6 |
| Carvão metalúrgico |
1,0 |
China e EUA perdem participação em 2010
Embora permaneça como principal destino das exportações da Vale, o continente asiático viu sua participação de vendas diminuir de 55,6% para 52,2% entre 2009 e 2010. Liderando essas perdas, a China teve uma redução de 4,6 pontos percentuais na participação durante o período, respondendo por 32,3% da receita operacional. “Mesmo aumentando significativamente a utilização da capacidade de nossas operações de minério de ferro, fomos obrigados a reduzir os embarques para a China, a fim de dar espaço para satisfazer a recuperação da demanda em outros mercados, particularmente no Brasil e Europa”, explica a Vale.
Por outro lado, o Japão consolida-se como segundo maior mercado internacional da Vale ao relatar um aumento de 1,4 p.p. de participação na comparação anual.
Continua depois da publicidade
As vendas para a América do Norte também tiveram uma queda considerável, com a participação passando de 8,3% para 5,3%. Estados Unidos e Canadá perderam 1,6 p.p. cada, respondendo por 2,9% e 2,3% das vendas, respectivamente. Por outro lado, a América do Sul elevou sua fatia em 1,8 p.p., ficando em 18,9%, sendo 16,8% do Brasil e 2,2% do resto do continente – nessa ordem, a participação em 2009 era de 15,6% e 1,5%.
Quem também ganhou mais importância nos resultados da Vale foi a Europa. O continente aumentou sua fatia sobre as vendas da mineradora em 2010 para 19%, enquanto que em 2009 o número era de 16,2%. Destaque para a Alemanha, que teve sua participação elevada de 4,3% para 6,6%, Reino Unido (de 2,2% para 2,4%) e Itália (de 1,3% para 2,1%).