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SÃO PAULO – A OGX Petróleo (OGXP3) anunciou nesta quarta-feira (5) três descobertas de indícios de hidrocarbonetos na Bacia de Campos, mais especificamente nas seções santoniana, albiana e aptiana em poço do Bloco BM-C-37. Para o BB Investimentos, a notícia é positiva para a empresa, mas deve ser vista com cautela.
O analista responsável pelo relatório, Nelson Rodrigues de Matos, reiterou a recomendação de compra para as ações da companhia, com preço-alvo para dezembro de 2011 de R$ 30,60, o que representa um potencial de valorização de 51,8% frente ao último fechamento.
Otimismo cresce
Segundo o analista, as descobertas são favoráveis à OGX – a empresa é detentora de 50% dos direitos exploratórios – pois isso aumenta o otimismo em relação ao resultado do segundo poço exploratório no Prospecto Carambola-B, situado mais ao norte. Esta exploração está programada para ocorrer ainda no mês de janeiro, pela sonda Blackford Dolphin.
Rodrigues também destaca que, apesar de não haver confirmação de volume, o prospecto situa-se próximo a outras descobertas nos blocos BM-C-41, 42 e 43, o que favorece a formação de um cluster de produção na região e pode otimizar a infraestrutura e logística implantadas.
Muita euforia pode ser injustificada
Porém, apesar de grande expectativa em relação às perfurações, o BB ressalta que as descobertas de indícios de hidrocarbonetos não são uma garantia de que o reservatório seja declarado comercial. Outros poços, no prospecto de Niterói, Itagi e na Bacia de Santos não foram considerados comerciais – o próprio Bloco BM-S-4 (Bacia de Santos) foi devolvido para a ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis), mesmo após a comunicação de nove indícios de gás natural.
“A comprovação das reservas necessita da realização de diversas perfurações para delimitar os reservatórios, bem como uma série de testes de formação”, explicou o analista.