Ibovespa intensifica perdas com escalada de tensões na Ucrânia; Vale e siderúrgicas caem

Mais cedo, mercado registrava perdas com anúncio de sanções mais duras à Rússia pelos EUA, mas perdas aumentaram com queda do avião da Malaysia Airlines

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SÃO PAULO – O Ibovespa intensifica as perdas no início da tarde desta quinta-feira (17), com as mineradoras, siderúrgicas e bancos intensificando as desvalorizações. Às 13h21 (horário de Brasília), o índice registrava de 0,86%, a 55.240 pontos. 

Enquanto as empresas de commodities seguem um movimento de correção após a alta apresentada na véspera com os dados animadores do PIB da China, a queda hoje é acentuada com a baixa do preço do minério de ferro. 

Além disso, contribui para tanto o dia negativo no exterior. Mais cedo, as principais bolsas do mundo registravam queda após o presidente dos EUA, Barack Obama, anunciar sanções mais duras até agora contra a economia russa, mirando importantes empresas como a Gazprombank e a Rosneft Oil, bem como outras companhias de energia e defesa. Washington tem aumentado constantemente as sanções financeiras contra a Rússia pelo que considera ser uma interferência de Moscou na vizinha Ucrânia e a anexação da Crimeia. Obama disse que os EUA poderiam impor novas punições se a Rússia não tomar medidas concretas para atenuar o conflito.

E as perdas foram intensificadas após um avião da Malaysia Airlines com 295 pessoas a bordo ter caído em espaço aéreo ucraniano, na divisa com a Rússia. Ainda não há maiores informações, mas segundo rumores, o ministro do interior da Ucrânia afirmou que não há sobreviventes. A companhia aérea confirmou que perdeu contato com um de seus aviões, o MH17. O voo saiu de Amsterdam e seguia para Kuala Lumpur.  Com isso, as perdas em Wall Street se intensificaram. 

Como destaques de queda no noticiário nacional, estão as ações da Oi (OIBR4), com baixa de mais de 5%. A agência de classificação de risco Fitch rebaixou as notas de crédito da companhia e da Portugal Telecom ontem. As companhias tiveram suas avaliações “BBB-” cortadas para grau especulativo “BB+”, com perspectiva estável. Essa é a primeira nota fora do grau de investimento – categoria em que os ativos são considerados seguros para investir – e a primeira dentro do nível chamado “junk” (grau especulativo”. 


As maiores baixas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, são:

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 Cód. Ativo Cot R$ % Dia
 OIBR4 OI PN 1,66 -5,68
 CSNA3 SID NACIONAL ON 10,90 -4,72
 USIM5 USIMINAS PNA 8,64 -4,00
 MRFG3 MARFRIG ON 6,25 -3,85
 LIGT3 LIGHT S/A ON 21,65 -2,96

As maiores altas, dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa, são:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia
 JBSS3 JBS ON 8,48 +2,91
 EMBR3 EMBRAER ON 21,68 +1,45
 BRPR3 BR PROPERT ON 13,95 +1,23
 FIBR3 FIBRIA ON 22,54 +1,12
 TBLE3 TRACTEBEL ON 34,25 +0,91

Copom e IBC-Br no Brasil; dados do setor imobiliário nos EUA
No cenário nacional, o mercado também conta com importantes referências. O Copom (Comitê de Política Monetária) optou por manter a taxa Selic em 11% ao ano, por decisão unânime. A expectativa do mercado é que a taxa se mantenha neste patamar até o final deste ano. 

Já o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), considerado uma espécie de sinalizador do PIB, caiu 0,18% em maio sobre abril, de acordo com dados dessazonalizados, informou o BC nesta quinta-feira. Analistas consultados pela Reuters esperavam recuo de 0,50% na comparação mensal, de acordo com a mediana de 18 projeções, que foram de queda de 1% a alta de 0,80%. O mercado segue ainda na expectativa pela pesquisa Datafolha para a corrida presidencial, que sairá hoje à noite. 

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Nos EUA, o mercado conta com dados mistos da economia. Enquanto houve uma redução inesperada de pedidos de auxílio desemprego, para 302 mil na última semana, enquanto os dados de vendas de casas novas em junho no país decepcionaram. 

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.