Bolsas dos EUA operam em queda, em resposta à dados do mercado de trabalho

Bernanke também marca presença no dia; no front corporativo, bancos lideram perdas após resultado de processo judicial

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SÃO PAULO – Os principais índices norte-americanos operam em queda na tarde desta sexta-feira (7), avaliando os dados do mercado de trabalho no mês de dezembro. No front corporativo, destaque para a queda do setor financeiro após dois bancos terem perdido casos relativos a hipotecas na Justiça e para as expectativas para a próxima temporada de resultados, a ser iniciada na próxima semana.

O índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, opera em desvalorização de 0,90% e atinge 2.685 pontos. 
O S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, negocia em baixa de 0,71% a 1.265 pontos, enquanto o Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, cai 0,59%, chegando a 11.629 pontos.

% Var Dia Pontos %Var 30D %Var Ano
 Dow Jones -0,59 11.629 +2,25 +0,44 
 S&P 500 -0,71 1.265 +2,98 +0,57 
 Nasdaq -0,90 2.685 +2,92 +1,23 

Relatório de Emprego
A principal surpresa do Relatório de Emprego ficou por conta do número de vagas criadas no período, 103 mil, abaixo do projetado pelo mercado, que estimava 150 novos postos. No entanto, a taxa de desemprego recuou para 9,4%, a despeito dos 9,7% projetados.

Esta combinação de números pode indicar que muitos desempregados norte-americanos estão se sentindo desestimulados a buscar a reinserção no mercado de trabalho.

Ademais, mantiveram-se em linha com as projeções o ganho por hora de trabalho, que avançou 0,1%, e o número médio de horas trabalhadas semanalmente (34,3 horas).

Crédito ao consumidor
Para as 18h de Brasília, Wall Street ainda aguarda a divulgação do último indicador da semana, o Consumer Credit, que denota mensalmente o volume de crédito disponível para o consumidor. O consenso prevê uma queda de US$ 2,5 bilhões para o indicador do mês de novembro.

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Cenário corporativo
As ações dos bancos U.S Bancorp e Wells Fargo operam em queda de 1,48% e 4,2%, nesta ordem. A dupla perdeu um processo sobre hipotecas julgado pela Suprema Corte de Massachusetts, cujo desdobramento poderia se estender a outras instituições. Assim, outros papéis do setor também recuam, com destaque para a queda de 2,98% nas ações do Bank of America.

As ações do Citigroup inverteram tendência e operam em queda de 2%, mesmo após uma reportagem do Financial Times afirmar que o banco estaria em busca de um comprador para negociar o Citifinancial, em uma operação, segundo a fonte, que envolveria “centenas de milhões de dólares”.

As empresas de telecomunicações, por sua vez, marcam o segundo dia de desvalorizações. O Morgan Stanley cortou a recomendação do setor de ‘atrativa’ para ‘em linha’, levando as ações da Verizon e AT&T a recuarem 1,96% e 1,44%, nesta ordem.

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Dentre as empresas ligadas a commodities, as ações da Diamond Drilling Offshore sobem 3,66% após o Goldman Sachs ter revisto sua recomendação de venda para convicção de compra. Enquanto isso, a siderúrgica Schnitzer despenca quase 7%, como consequência do anúncio de redução da expectativa de ganhos no primeiro semestre de 2011.

Bernanke e Obama em foco
O presidente do banco central do país, Ben Bernanke, declarou ao congresso norte-americano que o mercado sente “evidências de que uma recuperação sustentada do consumo e dos investimentos pode estar sendo contida”, afirmando ainda que “a persistência da alta taxa de desemprego, somada à estabilização dos salários e da confiança pode ameaçar a força e a sustentabilidade da recuperação”.

Assim, a avaliação do chairman do Fed é de que a economia dos EUA segue ainda fragilizada, e não afastou completamente os temores de uma deflação.

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Ainda no front político, o presidente norte-americano nomeou Gene Sperling como seu principal conselheiro econômico. Sperling retoma o cargo de responsável pelo National Economic Council, posição que também ocupou durante parte da administração de Bill Clinton.